Publicado 07 de Setembro de 2014 - 18h05

Por Marita de Siqueira

Marita Siqueira

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Cerca de sete mil doses da vacina contra a gripe sobraram da campanha em Campinas este ano. O número não é visto com maus olhos pela Secretaria de Saúde, que alega ter atingido com eficiência o público alvo (idosos, gestantes, crianças menores de cinco anos), embora não tenha totalize 100% de imunizações. De acordo com a pasta, o município atingiu a meta estipulada que era de 80%. Por causa da pequena margem percentual, em julho, a campanha foi estendida para toda a população e continuará sendo oferecida nos 63 Centros de Saúde da cidade e o Centro de Referência do Idoso (CRI) até esgotar o excedente - apenas por mérito comparativo, a dose comercializada na rede privada custa entre R$ 80,00 e R$ 100,00.

Para o secretário de Saúde, Cármino Antônio de Souza, a campanha está satisfatória. “Atingimos o alvo estimado, em especial os idosos. Porém não atingiu 100%, por isso existe essa sobra que passou a ser direcionada a outros grupos”, diz. “A vacina é segura. As pessoas devem tomar”, afirma, reforçando os dados da Organização Mundial da Saúde que apontam que a vacina tem capacidade de reduzir em até 45% o número de internações por pneumonia e cerca de 75% dos óbitos relacionados aos casos de gripe.

Lançada em 1980 pelo Ministério da Saúde, a campanha de vacinação contra a gripe ocorre em todo o País. Em Campinas, começou no dia 22 de abril para grupos específicos e em quase três meses, vacinou 247 mil pessoas - 192 mil nos grupos prioritários (constituído por 242 mil pessoas), 49 mil portadores de doenças crônicas e outros seis mil na primeira ampliação realizada em 6 junho, que imunizou carteiros, profissionais da educação e policiais.

Neste ano, a novidade deste ano foi a ampliação da faixa etária para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, sendo que em 2013 o público infantil foi de 6 meses a menores de 2 anos. No total, campanha do ano passado imunizou 170.801 pessoas em Campinas, atingindo um índice de cobertura de 87% entre a população vigente.

Saiba Mais

Para tomar vacina, é preciso levar a carteira de vacinação ou um documento. As pessoas com doença crônica devem levar receita ou prescrição médica. As doenças crônicas que fazem parte da lista são as respiratórias, cardíacas, renais, diabetes e as que causam imunodepressão (como as infecções pelo HIV ou o caso de transplantados, etc). A Secretaria de Saúde informou que os horários de vacinação variam em alguns postos, por isso, antes de se dirigir a uma unidade os usuários devem se informar pleo site www.campinas.sp.gov.br/saude ou pelo telefone 156.

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