Publicado 07 de Setembro de 2014 - 13h50

Por Reporter Correio Plantão

Na manhã deste domingo, na Avenida Francisco Glicério, cerca de 15 mil pessoas, segundo Edson Cunha, 45, Diretor de Operações da EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), se reuniram para assistir ao Desfile 7 de Setembro, em comemoração aos 192 anos de independência do Brasil.

A maioria das pessoas presentes considera o desfile uma tradição. O tenente Oswaldo Birocchi, desfila desde 1945, quando voltou da guerra. “A data para mim é muito importante, e é uma honra desfilar no carro da corporação. Além disso também estou aniversariando, faço 93 anos hoje”, diz Birocchi. O analista de sistemas Vladimir Angeloni, 48, assiste todos os anos o desfile, e desta vez trouxe o filho Vinícius de sete anos para conhecer o evento cívico “desde a minha infância meu pai me trazia, e hoje é a vez de eu trazer o meu. Acho importante ele saber o que significa a data. A parte que mais gosto são a dos veículos motorizados.” Zenailde Virgolino de Souza, 62, dona de casa “É uma questão de amor a pátria, um evento muito importante. Sou do Ceará, moro em Campinas há 34 anos, e venho sempre prestigiar” diz. As atendentes Leila Duarte, 46, e Elaine Souza, 33, mãe e filha, acham que as crianças passam muito tempo em frente ao computador e ao video-game, e não sabem nem o que é comemorado na data, por isso fizeram questão de trazer Tábata Vitória, Laura Beatriz e Fernanda Roberta para assistir.

Com ínicio às sete horas e quarenta minutos, os representantes das Forças Armadas foram os primeiros a desfilar. Após o desfile das tropas a pé, foi a vez dos veículos motorizados. Em seguida, escolas e entidades. Um dos grandes destaques foi a passagem do trem da escola de educação infantil Celisa, a mais antiga de Campinas, com 72 anos.

Após o desfile, houve manifestação pacífica composta pelos integrantes da Marcha dos Excluídos. Segundo o padre Benedito Ferraro, 48, dentre os grupos presentes, estava o Centro de Estudos e Promoção da Mulher Marginalizada - CEPROMM, sindicatos e partidos políticos. "Os direitos reivindicados são os mesmo das últimas manifestações: saúde, educação, terra, proteção no trabalho, e a livre manifestação. Esse já é o 19º Grito em Campinas, estamos novamente aqui para reafirmarmos nossos direitos" finaliza Ferrani.

Aline Freitas

Especial para a Agência Anhanguera

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