Publicado 08 de Setembro de 2014 - 5h32

O desfile em comemoração aos 192 anos de Independência do Brasil, ontem pela manhã, levou cerca de 15 mil pessoas à Avenida Francisco Glicério, em Campinas, de acordo com estimativa da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). A partir das 7h40, a principal via do Centro da cidade foi tomada por militares, integrantes da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros e de setores do poder público, além de alunos das redes municipal, estadual e particular de ensino. O prefeito Jonas Donizette (PSB) participou do ato e até desfilou em um tanque do Exército. Políticos em campanha eleitoral também estiveram no evento e muitos militantes levaram as bandeiras de seus candidatos ao local. Ao final da programação, houve manifestação da Marcha dos Excluídos.

O desfile teve início com os representantes das Forças Armadas, com as tropas passando a pé pela Glicério. Logo depois foi a vez dos veículos do Exército. Estudantes e entidades fecharam a comemoração. Um dos destaques foi a passagem do trem da Escola de Educação Infantil Celisa Cardoso do Amaral, a mais antiga de Campinas — a unidade de ensino completou 72 anos.

Para o público que acompanhou a comemoração, o evento é uma tradição e deve ser prestigiado. O analista de sistemas Vladimir Angeloni, de 48 anos, assiste ao desfile todos os anos e ontem levou o filho Vinícius, de sete anos, para prestigiar o ato cívico. “Na minha infância, meu pai me trazia e hoje é a vez de eu trazer meu filho. Acho importante ele saber o que significa essa data”, comentou. “A parte que mais gosto é a dos veículos”, completou Angeloni.

A dona de casa Zenailde Virgolino de Souza, de 62 anos, afirmou que a comemoração faz parte da relação das pessoas com o País. “É uma questão de amor à pátria, um evento muito importante. Sou do Ceará, moro em Campinas há 34 anos e venho sempre prestigiar”, contou. Junto da atendente Elaine Souza, de 33 anos, a também atendente Leila Duarte, de 46, fez questão de levar as sobrinhas Tábata Vitória, Laura Beatriz e Fernanda Roberta para assistir ao desfile. Na opinião delas, as crianças de hoje passam muito tempo em frente ao computador e ao videogame e não sabem o que se comemora no sete de setembro.

[LEGENDA]Manifestação

[/LEGENDA]Depois do desfile, integrantes da Marcha dos Excluídos realizaram uma manifestação pacífica. De acordo com o padre Benedito Ferraro, entre os grupos presentes havia o Centro de Estudos e Promoção da Mulher Marginalizada (Cepromm), sindicatos e partidos políticos. “Os direitos reivindicados são os mesmos dos últimos atos: saúde, educação, habitação, proteção no trabalho e a livre manifestação. Este é o 19 Grito em Campinas e estamos novamente aqui para reafirmarmos nossos direitos”, informou Ferraro. Durante o ato, alguns participantes criticaram a política de habitação da prefeitura. (Aline Freitas/Especial para AAN)