Publicado 06 de Setembro de 2014 - 5h33

Os contêineres que fazem parte da coleta mecanizada de lixo em Campinas continuam sendo alvo de críticas. As principais queixas são em relação à colocação das lixeiras. Em ruas pequenas, acabam atrapalhando o trânsito. Quando estão nas calçadas, em muitos lugares obstruem a passagem de pedestres. A Prefeitura diz que analisa as reclamações e irá estudar caso a caso.

Na Rua Maestro João de Túllio, no Cambuí, a caçamba ocupa toda a calçada, que possui menos de um metro de largura. O engenheiro sanitarista Fausto Coppi, de 60 anos, que faz caminhada na região, enfrentou problemas na via. “Não passa uma pessoa. O único jeito é andar na rua”, disse.

Ele afirmou que em outros pontos da cidade tem presenciado situação semelhante. “Acho, sinceramente, que não resolve o problema do lixo e piora imensamente a cidade, atrapalhando o pedestre e tomando o lugar de veículos (quando colocadas nas ruas)”, opinou.

Na Avenida Norte-Sul, três contêineres localizados na calçada de um grande prédio comercial, no cruzamento com a Avenida Coronel Silva Teles, impedem a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebê. A passagem estreita permite apenas um pedestre. A situação se repete em muitos locais.

Moradora do Cambuí, Jussara Fernandes confia no novo sistema, mas faz ressalvas. “A lixeira não é o problema. É muito mais higiênico. O problema é a colocação. Estão em lugares que atrapalham.”

Esta semana, o Correio mostrou a reclamação de comerciantes do Centro, que criticam o modelo de coleta implementado em ruas estreitas como Barão de Jaguara, Lusitana, Conceição, Ferreira Penteado e Doutor Quirino. Em horário de pico, os equipamentos acabam contribuindo para aumentar as filas de carros. Na Rua Barão de Jaguara, alguns contêineres também foram colocados nas calçadas, afetando o trânsito de pedestres.

O Departamento de Limpeza Urbana (DLU) de Campinas informou que todas as reclamações recebidas estão sendo estudadas, uma a uma, e que há possibilidade, em alguns casos, de reduzir o tamanho das caçambas. Outra alternativa, que também deve ser aplicada em ruas do Cambuí, é criar recortes nas calçadas para encaixar as caçambas, desta forma elas ficariam parte na rua e parte nos passeios.

A instalação das lixeiras da coleta mecanizada foi iniciada na região Central no dia 12 de agosto. Até agora, quase 2 mil unidades foram distribuídas na cidade (450 no Centro, 850 no Cambuí e 450 em Barão Geraldo, onde o projeto foi iniciado). Sousas, Joaquim Egídio e Altos do Taquaral serão os próximos bairros a receberem os equipamentos, mas ainda não foi definida a ordem. Críticas ou sugestões sobre a coleta mecanizada podem ser feitas através do telefone 156.

[TEXTO]O [/TEXTO]leitor Fausto Coppi sugeriu esta reportagem através do WhatsApp do Correio Popular.