Publicado 10 de Setembro de 2014 - 5h30

Vagner Benazzi ainda nem estreou no comando do Guarani, mas já comemora as duas partidas sem derrota (vitória contra o Juventude e empate com o Guará) e a chegada de parte dos reforços que pediu à diretoria para a disputa das quatro últimas partidas da Série C do Brasileiro — os meias Alex Maranhão e Preto, além do volante Francesco devem estar à disposição do treinador na partida de sábado contra o lanterna Duque de Caxias. Tudo indicava que, enfim, as coisas conspirariam em favor do treinador até o volante Samuel, que está há quase dois meses afastado por contusão, criticar publicamente a postura do clube em relação ao seu tratamento.Em entrevista à Rádio Central na noite de segunda-feira, o jogador escancarou velhos problemas no Brinco de Ouro ao se dizer "abandonado" pelo departamento médico do clube, que não quer arcar com as despesas de uma cirurgia em seu joelho direito. O jogador rompeu o ligamento cruzado no final de julho e dificilmente cumprirá o prazo de seis meses previsto na recuperação porque ainda nem deu início ao tratamento. "Quanto antes você fizer a cirurgia, mais rápido você volta ao time. E eu acabei me machucando em um momento ruim do Guarani. O Álvaro Negrão, que era presidente na época, falou que ia me operar. Que ia fazer tudo o que tinha que ser feito. Eu vi que ele estava correndo atrás, mas a coisa não andou. Ficou muito na teoria e na prática não aconteceu", lamentou o jogador, que cogitou a possibilidade de entrar na Justiça diante da negligência do clube e por estar impedido de exercer a profissão em função da lesão.SilêncioA entrevista de Samuel pegou todos no Bugre de surpresa e ele está proibido de responder às solicitações da imprensa desde que a nova diretoria, agora comandada pelo presidente Gustavo Tavares, encontre uma solução para o caso. Mas o jogador já avisou que não pretende esperar muito mais tempo para que a situação se resolva. Ele tem pressa porque seu vínculo com o clube acaba em novembro, com possibilidade de prorrogação.A assessoria de imprensa do Guarani também está impedida de falar sobre o caso, mas garantiu que a diretoria está ciente e já busca alguma maneira para bancar a cirurgia do atleta — que pode custar até R$ 20 mil. "Deixar de me operar e ir levando com a barriga acho que poderia trazer até coisas piores para o próprio clube", concluiu o volante bugrino.

NO BRINCO

Coincidência

A partida de sábado, em Americana, contra o Duque de Caxias, será a última do Guarani com portões fechados. O clube foi punido em função de uma briga entre seus próprios torcedores nas arquibancadas do mesmo Décio Vitta no duelo com o Madureira, dia 3 de maio.

Em campo

Para o zagueiro Tiago Bernardi, a casa do Rio Branco não é o local ideal para o Guarani desenvolver seu melhor futebol. "Nossa maneira de jogar se encaixa em campos de dimensões menores, como no estádio de Bragança", avalia Bernardi, lembrando que as dimensões do Décio Vitta são bem superiores e, por isso, a marcação é mais difícil.

Sem concorrência

O meia Luis Henrique entendeu bem o recado dado por Vágner Benazzi sobre a necessidade de contar com reforços. "Ele não desmereceu a gente que está aqui. O problema é que sempre tem alguém machucado e, quanto mais gente tiver disponível, melhor."