Publicado 07 de Setembro de 2014 - 5h33

O primeiro round está ganho: Lewis Hamilton não deu chances para Nico Rosberg no treino classificatório para o GP da Itália de Fórmula 1 e vai largar na pole pela primeira vez desde o GP da Espanha, em maio. Mas como será a disputa entre o inglês e o seu companheiro de equipe e grande rival pelo título, Nico Rosberg, depois da polêmica causada pelo toque provocado pelo alemão na última corrida?

“Honestamente, não dá para ir para a corrida pensando nesse tipo de coisa”, disse o piloto da Mercedes, vice-líder do campeonato, 29 pontos atrás de Rosberg. O inglês vem deixando claro depois de ter tido sua corrida arruinada pelo companheiro na Bélgica, há duas semanas, que não confia mais no alemão. “Brigar por posição em uma corrida é o que eu sei fazer de melhor, é nisso que me concentro, em ser o melhor e sempre quero manter meu carro intacto, então, não vou fazer nada bobo. Só não sei o que passa na cabeça dele (Nico), mas eu vou fazer o que sempre faço.”

Rosberg, por sua vez, garante que tudo acontecerá da maneira que a equipe Mercedes determinou: eles estão livres para as disputas por posição, mas um novo toque não será mais tolerado pela escuderia. O chefe da equipe, Toto Wolff, chegou, inclusive, a ameaçar demitir quem não cumprir o combinado. “Nada mudou na verdade. Será divertida a batalha pela liderança, mas nada diferente do que já é”, afirmou o piloto.

Mas a possibilidade de um novo toque não é a única questão que aflige os líderes. Ambos os pilotos tiveram problemas durante os treinos livres: Hamilton perdeu tempo na sexta-feira por uma falha elétrica em um motor que já pegou fogo há dois GPs, na Hungria, enquanto Rosberg não participou da sessão que acontece logo antes da classificação por uma questão no câmbio. “Foi uma surpresa para mim andar tão bem. O time fez um grande trabalho e conseguimos ir bem”, comemorou Rosberg.

Outro problema para a Mercedes pode vir da rival Williams. O time não conseguiu ameaçar os líderes do campeonato na classificação, colocando Valtteri Bottas em terceiro e Felipe Massa, em quarto, mas espera um rendimento melhor em ritmo de corrida.

Bottas está de olho em qualquer oportunidade que os concorrentes pelo título Nico Rosberg e Lewis Hamilton derem. “É um bom início, ainda mais sabendo que o acerto que escolhemos funciona melhor na corrida do que na classificação. Nas simulações de corrida, a sensação foi muito boa e estou animado para amanhã (hoje) e realmente espero que possamos desafiar as Mercedes”. A largada para o GP da Itália será às 9h pelo horário de Brasília. (Da Agência Total Race)

Williams mostram força para ameaçar os líderes

As Williams parecem ser as únicas capazes de ameaçar o domínio das Mercedes no Grande Prêmio da Itália, hoje, em Monza. Da mesma forma que Lewis Hamilton e Nico Rosberg brigaram sozinhos pela pole, Valtteri Bottas e Felipe Massa garantiram com tranquilidade seus lugares na segunda fila.

O brasileiro saiu satisfeito. Afinal, apenas em duas oportunidades (quando foi pole no GP da Áustria e terceiro na Alemanha) largou em uma posição melhor. “Foi uma boa classificação, tivemos um carro competitivo. Quando estávamos todos nas mesmas condições, brigamos forte. Faltou um pouquinho para sair em terceiro, mas estamos na briga”, discursou Massa, que espera assumir ao lado do finlandês o papel de segunda força no mundial.

“É apenas uma classificação, o que vale é a corrida, mas tomara que a partir daqui a Williams vire a segunda força. Imaginávamos que o carro melhoraria, e foi o que aconteceu. Melhoramos bem. A briga continua forte com Red Bull, Ferrari e McLaren”, ponderou.

Felipe Massa registrou 1min24s865, apenas 0s168 atrás do companheiro de equipe, Valtteri Bottas. O brasileiro admite que poderia ter diminuído ainda mais a marca, mas um erro na Ascari o impediu de brigar pelo terceiro posto.

Lado a lado com Bottas, Massa promete brigar com o companheiro, mas com moderação. “Temos que tomar cuidado entre a gente, claro, mas quero fazer uma boa largada, independente de quem estiver do meu lado.” (TR)