Publicado 07 de Setembro de 2014 - 5h33

Sempre que ensaia uma campanha reabilitadora, a seleção masculina de basquete do Brasil encara uma Argentina mais forte, ou mais preparada, ou mais fria. O time comandado por Rubén Magnano foi eliminado pela equipe do país vizinho no Mundial da Turquia, em 2010, e nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Hoje, faz mais uma tentativa, em Madri, pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Espanha, a partir das 17h (SporTV 3 e ESPN+).

Curiosamente, foi na Espanha que o Brasil ficou pela última vez entre os quatro melhores do mundo, no Mundial de 1986, terminando em quarto lugar. Não será por falta de conhecimento do rival que o Brasil deixará de avançar. Mas a recíproca, é claro, é verdadeira.

"Conhecemos bem o que é a Argentina. É um time mudado em relação ao de Londres, sem dois importantes jogadores, mas sempre mantendo seu padrão de jogo. É um adversário forte, com jogadores experientes e acostumados a jogar esse tipo de competição", disse Marcelinho Huertas, referindo-se aos desfalques do craque Emanuel Ginóbili, do San Antonio Spurs, e de Carlos Delfino, do Los Angeles Clippers.

A Argentina fez uma campanha pior do que a brasileira na fase inicial, com derrotas para Grécia e Croácia. O Brasil perdeu apenas para a Espanha, que chegou às últimas duas finais olímpicas, levando a prata.

"Chegou nossa vez de vencer. É um adversário tradicional e existe uma grande rivalidade na América do Sul, mas estamos em melhor momento. Temos de fazer valer isso em quadra", afirmou Alex Garcia, destaque brasileiro na marcação, que tem sido o ponto forte de uma equipe que padece de oscilações preocupantes no ataque.

O Brasil tem a terceira melhor defesa do Mundial, concedendo 66,6 pontos por jogo. A Argentina tem o sétimo melhor desempenho nesse quesito (74,2). No garrafão, os pivôs terão que trabalhar duro para dar combate a Luis Scola. O pivô carregou nas costas a Argentina no fatídico duelo de 2010, marcando 37 pontos. Naquele Mundial, Scola se distinguiu como o cestinha da competição.

Ontem, sem encontrar dificuldades, a seleção dos Estados Unidos derrotou o México por 86 a 63, em Barcelona, e avançou para as quartas de final do Mundial. A seleção americana, favorita ao lado da Espanha, continua com um aproveitamento de 100% na competição — seis vitórias em seis jogos. Nas quartas de final, o time do técnico Mike Krzyzewski vai encarar a Eslovênia, que ontem ganhou da República Dominicana. Também avançaram a França, que bateu a Croácia por 69 x 64, e Espanha, que eliminou o Senegal. (AE)