Publicado 07 de Setembro de 2014 - 5h33

Restou ao Palmeiras no ano do seu centenário apenas lutar contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. E a arrancada para tal objetivo começa hoje, às 18h30, em Curitiba. O técnico Dorival Júnior estreia contra o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, pela 19 rodada, com a responsabilidade de achar um time titular seguro e capaz de trazer resultados o quanto antes.

Quatro dias depois de assinar contrato e ser apresentado, o treinador terá de escalar o time mesmo com pouco tempo para treinar. Os titulares ganharam folga na última sexta-feira depois da eliminação na Copa do Brasil e a única atividade com os principais jogadores foi ontem, sem a presença dos jornalistas. Além das incógnitas na escalação e do pouco tempo para conhecer o elenco, Dorival Júnior terá os desfalques de Lúcio e do meia argentino Allione. Referência do time, o defensor tem uma lesão muscular na coxa esquerda.

A primeira diferença que o time precisa mostrar em campo é a autoconfiança. Em sua chegada, Dorival Júnior explicou ter notado o nervosismo dos jogadores e prometeu transmitir segurança ao grupo. Tais problemas foram perceptíveis no último jogo, quando o Palmeiras foi eliminado na Copa do Brasil para o Atlético Mineiro. A equipe foi presa fácil em Belo Horizonte ao mal conseguir atacar e ser nocauteado pelo adversário com dois gols em um intervalo de cinco minutos ainda no primeiro tempo.

A atuação pífia causou temor no elenco no retorno para São Paulo. O clube armou esquema de segurança no aeroporto para evitar possíveis protestos do torcedores, mas não houve tumulto. “Os jogadores precisam lembrar que têm um potencial muito grande e recuperar a autoconfiança. A parte psicológica será importante para levantar o moral do grupo para o restante do ano”, disse o então interino Alberto Valentim.

O encontro de hoje encerra o primeiro turno e deve significar uma mudança no estilo de jogo do Palmeiras. Nos 13 jogos sob comando do argentino Ricardo Gareca foram 13 escalações diferentes. O ex-técnico recebeu críticas por isso e também por mandar a campo formações muito ofensivas e, assim, expor demais a defesa, como reclamou Lúcio. O Palmeiras não pontua fora de casa desde o 0 a 0 com o Grêmio, ainda antes da Copa do Mundo. (Da Agência Estado)

Equipe se espelha em rival para fugir do rebaixamento

O Palmeiras vivencia na virada de turno do Campeonato Brasileiro o mesmo problema que o rival São Paulo passou em 2013. As duas equipes trocaram de técnico na mesma altura da competição, no mês de setembro, e com o objetivo de evitar o rebaixamento. O clube do Morumbi teve sucesso e o rival alviverde busca a mesma reação a partir de hoje.

Para o alento do torcedor palmeirense, a situação do clube em 2014 é ligeiramente melhor que a do time tricolor. A equipe alviverde está fora da zona de rebaixamento, é o 16 colocado e tem ainda mais 20 jogos para disputar até o fim do Brasileirão. Depois do Atlético, tem a chance de enfrentar logo pela abertura do segundo turno o Criciúma, rival direto na luta contra o que seria a sua terceira queda para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Em 2013, a troca de Paulo Autuori por Muricy Ramalho no comando do São Paulo foi uma rodada mais tarde. O novo treinador teria mais 19 jogos pela frente (um turno inteiro) e encontrou o time em situação pior na tabela de classificação. O clube do Morumbi era o 18 e estava ainda a quatro pontos de sair da zona da degola.

Com Muricy Ramalho, o São Paulo reagiu e fez um ótimo segundo turno, quando conquistou 56% dos pontos conquistados e terminou o Brasileirão na nona posição. Curiosamente, quando o time tricolor trocou de técnico tinha um ponto a mais que o Palmeiras (18 a 17), apesar de estar em posição pior na tabela de classificação.

Outra coincidência é que tanto Dorival Júnior como Muricy Ramalho foram jogadores dos respectivos clubes. Muricy foi meia do time tricolor entre 1973 e 1979 e Dorival, filho de Dudu, craque palmeirense dos anos 70, atuou como volante na equipe alviverde de 1989 a 1992 e era conhecido pela técnica. (AE)

ATLÉTICO-PR

Weverton; Sueliton (Mário Sérgio), Cleberson, Dráusio e Natanael; Deivid, OtCléo (Mosquito). Claudinei Oávio, Nathan e Marcos Guilherme; Marcelo e Oliveira. Técnico: Claudinei Oliveira.

CRICIÚMA

Galatto; Luis Felipe, Fábio Ferreira, Alcides e Bruno Cortez (Giovanni); Serginho (Rodrigo Souza), João Vitor, Cleber Santana e Paulo Baier; Lucca e Zé Carlos (Souza). Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

SÃO PAULO

Rogério Ceni; Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Reinaldo; Souza, Denilson, Paulo Henrique Ganso e Kaká; Alexandre Pato e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho.