Publicado 09 de Setembro de 2014 - 16h20

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O empresário Nelson Nolé, proprietário de uma fábrica especializada em próteses em Sorocaba (SP), se comprometeu, nesta terça-feira (9), a doar um braço novo para o menino Vrajamany Fernandes Rocha, de 11 anos, que perdeu o membro após ser atacado por um tigre no Paraná. O acidente ocorreu no dia 30 de julho último, em um zoológico, durante a visita do menino acompanhado do pai e de um irmão.

 

Na oportunidade, o garoto pulou a cerca de segurança e passou a provocar o tigre e o leão. Quando foi dar comida ao tigre, o animal atacou.

 

Todas as próteses

A doação da prótese não ficará em apenas uma, segundo o empresário. Isto porque o menino crescerá e o novo braço terá de acompanhar esse crescimento. Então terá de ocorrer uma troca a cada 18 meses. Mesmo assim, a fábrica fará todas as doações.

 

O garoto esteve em Sorocaba na semana passada com a mãe, Mônica Fernandes Santos, de 37 anos, e o padrasto para fazer o molde. Os pais dele são separados e ele vive com ela. Nessa visita, o menino ficou sabendo que o novo braço deverá ficar pronto em 30 dias.

 

Tecnologia

 

A prótese sugerida para Vrajamany será feita de fibra de carbono com luvas de silicone. O cotovelo será mecânico e movido apenas como pêndulo, sem influência nos movimentos do menino. O empresário afirma que esse pêndulo terá papel importante no desenvolvimento.

Nolé disse que essa prótese é necessária para fazer o balanceamento do corpo, que ficou assimétrico após a amputação do braço. “Ela tem como objetivo evitar problemas de coluna, não deixar que o ombro dele fique mais alto pela falta do braço e ajudar no equilíbrio”.

O braço artificial será importado da Inglaterra e está avaliado em cerca de R$ 20 mil. Não foram divulgados pelo empresário os custos para as adaptações das próteses ao longo do crescimento do garoto. Também não foram reveladas quantas substituições ele fará.

Mônica Fernandes Santos ficou muito contente com a doação. Ela disse que o menino sofre com a chamada "dor fantasma". É um efeito colateral em amputados que os faz sentirem o membro ausente. A mãe afirmou que ele sofre com dores no braço direito inexistente.