Publicado 08 de Setembro de 2014 - 9h32

Milene Moreto - ig

AAN

Milene Moreto - ig

Os integrantes do PSB disseram ainda não entender o que o nome do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos está fazendo na lista de políticos que, supostamente, teriam recebido propina de contratos da Petrobras, conforme denunciou o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa em delação premiada. O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), vice-presidente estadual da sigla, considerou a citação “estranha” e disse que é preciso avaliar o conteúdo do depoimento.

Contrato

Jonas afirmou que o fato de o governador ter contrato com a Petrobras não significa que houve nada de irregular. Mas a citação causa estranhamento porque, do rol de citados, apenas Campos é de outra sigla. Todos os outros envolvidos no caso pertencem a PT, PMDB e PP. O PSB busca informações sobre os contratos do governo com a estatal. Por enquanto, não vislumbra prejuízos na campanha de Marina Silva (PSB) com o episódio.

Refinaria

O ex-diretor da estatal foi responsável pela obra da Refinaria Abreu de Lima (PE), com um valor que pode ultrapassar R$ 40 bilhões. A estimativa é que a delação de Costa dure pelo menos mais três semanas.

 

Oportunidade

Os deputados da oposição já estão alinhados para fazer uma ofensiva no Congresso. Especialmente os do PSDB, que enxergam nas denúncias a possibilidade de reverter a situação crítica de Aécio Neves na disputa presidencial. O coordenador jurídico da campanha do tucano, deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), já adiantou que vai protocolar dois requerimentos na CPI da Petrobras.

 

Compartilhamentos

Sampaio quer convocar o ex-diretor que passa pelo processo de delação para explicar o caso na CPI e quer que as provas obtidas pela Polícia Federal sejam compartilhadas com os políticos. Na próxima quarta-feira, o parlamentares ouvem o ex-diretor da estatal Nestor Cerveró. O tucano alega que quer agilidade na apuração.

Absurdas

A presidência nacional do PT emitiu uma nota na qual Rui Falcão afirma que as agressões de Aécio nas suas falas referentes à lista de políticos envolvidos nas denúncias da Petrobras é um descontrole causado pelo “descrédito” do candidato junto ao povo brasileiro.

 

Aeroporto

Segundo o presidente da sigla, é “cômico ouvir alguém do PSDB falar em dinheiro sujo da corrupção justamente às vésperas do julgamento do ‘mensalão mineiro’”, e quando a imprensa nacional noticia um pesado esquema de corrupção nas obras do Metrô de São Paulo. “Sem esquecer, obviamente, do absurdo uso de dinheiro público para construir um aeroporto na fazenda de um parente do candidato”, disse.

 

No mesmo espaço

A campanha eleitoral toma as ruas de Campinas. Apesar de a cidade ser grande, alguns candidatos “bateram cabeça” no final de semana e escolheram as mesmas ruas da periferia para levar suas propostas. Apesar do encontro inusitado, um respeitou o outro.

 

Na surdina

Enquanto os candidatos da Câmara de Campinas estão preocupados com a eleição, e enquanto a maioria dos políticos trabalha com foco no assunto, um grupo do Legislativo já debate quem será o sucessor do presidente Campos Filho (DEM) na Casa. Tem quem diga que o PSDB quer abocanhar o cargo e já costura no Executivo a indicação do tucano Luiz Henrique Cirillo. Uma outra ala não quer nem saber do PSDB e do PSB. Seus membros justificam que as duas legendas já estão em vários outros cargos. O democrata deixa o cargo no final do ano.