Publicado 07 de Setembro de 2014 - 13h45

A auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar, de 30 anos

Divulgação

A auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar, de 30 anos

A delegada Priscila de Oliveira, de São Roque, região de Sorocaba, disse, neste sábado (6), que o comerciante Anderson Lúcio de Oliveira, de 34 anos, pode ir a júri popular se a denúncia que ela fará, de tentativa de homicídio qualificado (sem chance de defesa), for aceita.

Anderson cumpre prisão temporária de 30 dias na cadeia de São Roque desde a agressão da qual é acusado, no dia 16 de agosto, quando teria desferido cotovelada no rosto da auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar, de 30 anos, o que a levou ao coma por sete dias.

A jovem recebeu alta no dia 1º de setembro, mas ficou com sequelas da agressão.

 

O laudo atesta lesões na cabeça em três pontos: dois do lado direito e fratura perto da orelha esquerda. Ela fará novos exames dentro de 120 dias para saber se as seqüelas serão permanentes.

Por ora, ela perdeu parte da memória, principalmente a que envolve o momento da agressão e se debate muito à noite. O especialista Paulo Diniz da Gama disse que ela não deve se lembrar da agressão nunca mais. “Não houve tempo para que o cérebro registrasse a agressão".

Nos últimos dias, a delegada já ouviu o depoimento da auxiliar de produção, do comerciante e de testemunhas que estavam na casa noturna onde a agressão ocorreu e disse que deve concluir o inquérito e apresentar a denúncia ao Ministério Público na quarta-feira (10).

Fernanda disse nesta sexta-feira (5) que desculparia o comerciante que a agrediu se ele pedisse perdão.

 

O advogado do comerciante, Carlos Alberto Alves, afirmou que Anderson de Oliveira se diz arrependido e que quer pedir desculpas para a jovem.

O advogado do comerciante afirmou que aguardará o relatório da investigação para entrar com um pedido de habeas corpus. Ele vai pedir ao Tribunal de Justiça para que seu cliente aguarde pelo julgamento em liberdade. Mas espera as alegações da delegada.

Vizinha culpada

A auxiliar de produção Fernanda Regina Cézar revelou que conhece o comerciante há tempos e que acredita que a agressão tenha tido origem em uma vizinha da casa onde mora, que seria parente ou amiga dele e que o teria envenenado contra ela, segundo suas palavras.

Divorciada, ela mora nessa casa com um filho, de seis anos, e há quatro meses teria tido desavenças com a vizinha, identificada por ela apenas como Lusinete, desentendimento por ciúme que a vizinha teria do seu marido com a auxiliar de produção e que se arrastou até agora.

Carlos Alberto Alves negou que a vizinha de Fernanda Regina Cézar seja parente ou tenha qualquer relação com seu cliente. Ele disse que o comerciante nunca falou nada a respeito do envolvimento dessa vizinha entre ele e a jovem. Para ele, a auxiliar de produção está confusa.