Publicado 06 de Setembro de 2014 - 18h12

Por Alenita Ramirez

Mortes em rodovia foram causadas por embriaguez

Mortes em rodovia foram causadas por embriaguez

Duas pessoas morreram e outras duas se feriram em dois acidentes graves que ocorreram em rodovias que cortam Campinas entre as 23h de sexta-feira (05) e a madrugada deste sábado (06). Nos dois casos foram batidas na traseira e segundo a polícia, os motoristas dos carros estavam embriagados. Um dos acidentes envolveu uma moto.

O primeiro ocorreu por volta das 23h40, no km 97, da Rodovia Anhanguera, no sentido Capital. Gilmar Batista, 61 anos, morreu após seu Honda Fit ser atingido por um Veloster da Hyundai, dirigido por um administrador de empresas de 20 anos. A vítima estava acompanhada da mulher, uma dona de casa de 53 anos, que ficou ferida e foi socorrida pelo resgate da AutoBAn. Não foi informado para qual hospital a mulher foi encaminhada. Batista morreu no local.

Segundo a polícia, o casal é de Santa Bárbara d´Oeste e seguia no mesmo sentido de que o administrador Adriano Rodrigues Neto. O jovem tinha saído de Hortolândia e ia para Indaiatuba, onde mora.

Com a batida, o carro de Batista ficou desgovernado, capotou por várias vezes e acabou na pista contrária da rodovia. O teto do carro no lado da vítima fatal foi rebaixado e atingiu sua cabeça. Segundo a polícia, o administrador de empresas apresentava sinais de embriaguez e se recusou em um primeiro momento fazer o teste de bafômetro. Ele foi socorrido ao Hospital Ouro Verde, onde foi medicado e levado para a 2ª Delegacia Seccional para prestar depoimento.

Na delegacia, o rapaz decidiu fazer o teste de bafômetro que acusou 0,35 mg/l de álcool alveolar - o aceitável é até 0,30 mg/l. Rodrigues Neto foi indiciado por homicídio culposo, embriaguez ao volante e lesão corporal e vai responder ao processo em liberdade.

A outra tragédia foi por volta das 2h da madrugada na Rodovia Dom Pedro I (SP-065), no km 131, na altura da Vila 31 de Março, próximo ao Shopping Galleria. Amanda Cabrera, 25 anos, estava na garupa da moto do namorado, de 23 anos. Eles seguiam sentido Valinhos quando a moto foi atingida por um Jetta dirigido pelo empresário Guilherme de Campos Schurtz, 31 anos. Com a pancada, o casal foi lançado na pista. Segundo a polícia, a jovem chegou a ser atropelada pelo empresário.

Amanda morreu logo depois de dar entrada no Hospital Celso Pierro (PUCC-2). O namorado foi socorrido pelo resgate da Rota das Bandeiras e levado para o Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, onde segue internado em estado estável.

O empresário se recusou a fazer exame de sangue e de bafômetro, mas a polícia disse que ele apresentava sinais de embriaguez. Schurtz alegou para a polícia que estava sonolento depois de um dia de trabalho e que tinha ido a uma farmácia comprar remédio para a filha, uma bebê de um mês que chorava por conta de cólicas. Ele disse que no trecho da via estava escuro e não viu a luz traseira da moto.

O empresário foi indiciado por embriaguez ao volante e lesão corporal, pagou fiança de R$ 3 mil e vai responder ao processo em liberdade. Como na hora do flagrante a polícia não tinha informações da morte da jovem, o delegado de plantão não incluiu o homicídio. A jovem é de Valinhos e até o fechamento desta edição não havia informações do local e horário do enterro.

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Alenita Ramirez