Publicado 09 de Setembro de 2014 - 11h55

Raulzinho foi o cestinha brasileiro na vitória sobre a Argentina

Gaspar Nóbrega/Inovafoto

Raulzinho foi o cestinha brasileiro na vitória sobre a Argentina

O armador da Seleção Brasileira de basquete Raul Togni Neto, o Raulzinho, já é um ídolo do basquete espanhol, onde atuou por três temporadas pelo time de San Sebastian e agora reforça o UCAM Múrcia. Aos 22 anos, com a experiência de ter disputado o primeiro Mundial aos 18 anos na Turquia, em 2010, e com 20 a Olimpíada de Londres, em 2012, o mineiro de Belo Horizonte vive no Mundial da Espanha o melhor momento da carreira. Foi o herói na vitória histórica sobre a Argentina, no último domingo. E é uma das esperanças para ajudar a seleção a vencer a Sérvia nesta quarta-feira e se classificar à semifinal.

No domingo, no Palácio de Esportes Comunidade de Madri, Raulzinho comandou o Brasil na vitória sobre a Argentina por 85 a 65 pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Espanha. O armador foi o cestinha do jogo com 21 pontos, duas assistências, um rebote e uma recuperação de bola nos quase 25 minutos que esteve em quadra.

Raulzinho é uma aposta que vem desde a Seleção Brasileira Sub-17, quando a equipe era treinada por José Alves Neto, assistente de Rubén Magnano na Seleção Adulta. "Nesse campeonato disputado em Posadas, na Argentina, o Raulzinho foi com um ano a menos e já percebi um enorme potencial nele", disse José Neto.

Para o armador e capitão da Seleção Brasileira, Marcelinho Huertas, Raulzinho é uma realidade e tem potencial para crescer muito mais conforme for participando de competições internacionais.

"Ele tem um futuro brilhante na Seleção Brasileira. Seu progresso e experiência serão úteis no futuro e a armação da Seleção ficará em boas mãos. Se alguém tinha alguma dúvida sobre ele, acho que sua atuação contra a Argentina não deixa mais nenhuma dúvida", ressalta.

Por coincidência, Raulzinho Neto sempre gostou do estilo de Marcelinho Huertas e se declara seu fã incondicional. "Me inspirei no jogo dele, apesar que também gostava da maneira como meu pai jogava, com muita raça e uma defesa forte", destaca, ao se referir ao pai Raul Togni Filho, hoje técnico de basquete.

Assim que terminou a partida contra os argentinos, Raulzinho praticamente não conseguiu ouvir o pai. Emocionado, chorou mais do que falou. Coincidência do destino ou não, em 1992, quando atravessava a melhor fase da carreira, Raul (o pai), pediu dispensa da Seleção Brasileira que ia treinar para a Olimpíada de Barcelona para acompanhar o nascimento de Raulzinho.

As quartas de final da Copa do Mundo começam nesta terça-feira (9), em Barcelona, com Lituânia x Turquia, às 12h de Brasília, e Eslovênia x Estados Unidos, às 16h. Na quarta-feira (10), em Madri, jogam Brasil x Sérvia, às 13h, e Espanha x França, às 17h. Os vencedores das duas sérias disputam as semifinais.