Publicado 09 de Setembro de 2014 - 11h00

Por Agência Estado

Sophia Loren compartilhou lembranças e distribuiu conselhos a admiradores e jornalistas que cobrem o festival de Cannes

France Press

Sophia Loren compartilhou lembranças e distribuiu conselhos a admiradores e jornalistas que cobrem o festival de Cannes

Às vésperas de completar 80 anos, a italiana Sophia Loren publica sua autobiografia nesta semana na Europa. O livro 'Ontem, Hoje e Amanhã - Minha Vida como um Conto de Fadas' chegará ao Brasil até o fim do mês, em tradução publicada pela Record.

Depois de décadas à espera das memórias da atriz, a obra traz o percurso de uma vida nada comum. Da menina miserável, magra demais, alta demais e com um nariz grande demais, ela se transformaria num dos ícones da cultura popular do século 20.

Nascida em 20 de setembro de 1934, a atriz revela seus anos sob a bombas da 2.ª Guerra Mundial e como a fome foi uma realidade constante em sua juventude. Sua mãe, que chegou a pedir esmola, e sua irmã, que contraiu tifo são detalhes de uma vida que, a princípio, não dava nenhum indício de que teria um destino promissor.

Para seu primeiro concurso de beleza, sua avó usaria a cortina de casa para fazer um vestido. E, mesmo assim, a jovem italiana de Pozzuoli chamaria a atenção. A partir dali, o destino parecia traçado. Sophia Loren remodelou os padrões de beleza, rompeu tabus nos EUA - ainda com regras mais conservadoras do que na Europa da década de 1950 - e lembra como foi a primeira estrangeira a ganhar um Oscar de atriz, por Duas Mulheres (1962). "Foi uma vida superando obstáculos", escreveu.

No livro, a atriz detalha sua relação com Carlo Ponti, com quem se casou depois de diversas batalhas jurídicas e com quem teve dois filhos.

A longa caminhada de Sophia Loren, como aquela triunfal por ruelas pobres de Nápoles, não seria completa sem Vittorio De Sica, Marcello Mastroianni e todos os filmes que marcaram uma época.

Em sua biografia, Sophia deixa claro que sua vida foi permeada pela necessidade de ser reconhecida como legítima. Sem um pai, casa, sobrenome ou casamento tradicional, ela buscou no cinema realizar seus sonhos e os de toda a sua família, principalmente de sua mãe.

A obra ainda traz carta de Cary Grant e telegramas e mensagens de Richard Burton. "Suas memórias tão esperadas dão aos fãs detalhes da mulher que deixou sua marca em uma era”, escreveu Judith Curr, presidente da Atria Publishing Group e responsável pela edição. "Eu tinha refeito o caminho da família", escreveu, em um tom de revanche sobre o rascunho original do script de sua vida.

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