Publicado 10 de Setembro de 2014 - 9h58

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso  / Agência PSDB

Paula Sholl/ Agência PSDB

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso / Agência PSDB

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou nesta terça-feira, 9, em Nova York, a presidente Dilma Rousseff e cobrou explicações sobre o novo escândalo envolvendo a Petrobras. "Se ela não viu nada", afirmou, "então não é uma gerente competente".

Em conversa com jornalistas, FHC disse ainda que a estatal "caiu nas mãos da política partidária" e que a corrupção no PT é "quase uma regra". O ex-presidente definiu como "inaceitável" a corrupção na Petrobras e cobrou que as investigações sejam levadas "mais a fundo" porque se trata de "um escândalo de grandes proporções".

A CPI da petroleira no Congresso, segundo ele, está muito politizada. "Eu sempre quis que a Petrobras fosse uma empresa e não uma repartição pública", afirmou, justificando porque quebrou o monopólio no setor. "A Petrobras é a empresa mais importante do Brasil e está se vendo que houve uma ocupação política."

Sobre Dilma, FHC disse acreditar que a presidente "não viu nada" sobre as denúncias, conforme ela declarou na série Entrevistas Estadão na segunda-feira, 8. Mas, se isso ocorreu, "então, ela não é uma gerente competente". E acrescentou: "Acho que ela precisa dar explicações mais consistentes. Não é um caso, são muitos, não é uma prática, é uma constante, não é um desvio, é quase que uma regra".

Drogas

FHC esteve em Nova York para uma reunião, no Museu de Arte Moderna (MoMA), da Comissão Global sobre Política de Drogas, por ele presidida e que tem entre seus integrantes 21 ex-presidentes além do ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, o escritor peruano Mario Vargas Llosa e o ex-presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA) Paul Volcker.

No encontro, o grupo apresentou um relatório com sete propostas, entre elas a regulação do mercado para algumas drogas, como a maconha, e a mudança da forma como se lida com dependentes de drogas. FHC defendeu que os usuários não sejam tratados como criminosos, mas que tenham acesso aos sistemas de saúde.

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