Publicado 08 de Setembro de 2014 - 18h06

Proposta de ouvir as crianças já está em fase experimental em algumas instituições

Foto ilustrativa/ sxc.hu

Proposta de ouvir as crianças já está em fase experimental em algumas instituições

Além de utilizar as medidas do Ministério da Educação para criar uma cultura de avaliação nas escolas infantis, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME) está planejando seus próprios indicadores, adaptados à realidade da capital e com metas específicas para os próximos anos.

 

A ideia é complementar as diretrizes nacionais, com propostas sugeridas pelos professores.

 

Com a inclusão dos pais já em execução, o próximo passo é escutar a opinião das crianças, respeitando as formas de comunicação dos alunos.

"Há uma diferença enorme em comparação aos processos avaliativos dos ensinos fundamental e médio, onde os alunos já têm uma capacidade argumentativa.

 

Estamos discutindo a melhor forma para que crianças de 4 a 5 anos também consigam expressar sua opinião", disse Sônia Larrubia, coordenadora da Diretoria da Educação Infantil da SME.

A proposta já está em fase experimental em algumas instituições e deve ser concluída até o fim do ano.

 

A Escola Laura da Conceição Pereira Quintaes, no Itaim Paulista, na zona leste, comandada pela diretora Solange Oliveira, é uma das que começaram a ouvir a opinião dos alunos, usando a mesma metodologia dos pais.

 

A ideia surgiu no fechamento da avaliação com a família, no ano passado. As crianças se animaram com os cartões coloridos usados nos testes e pediram para participar.

Os pequeninos foram criteriosos nas suas opiniões. Pediram mais brincadeiras na sala de aula, novas opções de músicas na recreação, reclamaram do espaço para jogar futebol e lembraram até das promessas não cumpridas. "Me cobraram que eu levei uma vitrola para a sala de aula e ela não funcionou", contou a professora Margarida de Sousa Barbosa.