Publicado 08 de Setembro de 2014 - 11h49

Por Ana Cristina Andrade

A base da Polícia Militar no bairro 1º de Maio foi alvo de furto e de pichações internas por bandidos

Antonio Trivelin/ Gazeta de Piracicaba

A base da Polícia Militar no bairro 1º de Maio foi alvo de furto e de pichações internas por bandidos

A major Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes, comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar em Piracicaba, disse neste domingo (7) que vai instaurar sindicância para apurar a invasão da Base da PM que fica no Parque 1º de Maio. Segundo apurou a Gazeta de Piracicaba - do Grupo RAC - , marginais entraram na unidade e levaram fardamento novo, coletes balísticos e um rádio comunicador.

Os criminosos teriam ainda danificado um televisor e pichado paredes internas, com dizeres de uma facção criminosa. As paredes teriam sido pintadas ontem, pela manhã, de acordo com pessoas que não quiseram ser identificadas.

Ao contrário do que é de costume ocorrer em casos de danos a patrimônios em geral, neste da Base não foi registrado Boletim de Ocorrência da Polícia Civil nem mesmo acionada perícia antes da pintura da parede. A Base tem atendimento durante o dia e fica em uma área formada por imóveis e comércios, mas ninguém teria visto movimentação estranha no período noturno.

Embora a polícia não confirme que a corporação em Piracicaba venha sofrendo represálias de criminosos, e que policiais militares estejam sofrendo ameaças de morte, por parte de integrantes de facção criminosa, na entrevista coletiva sobre o sargento Brito, assassinado em junho desse ano na frente de um comércio do Bairro Alto, a Polícia Civil apurou, no andamento do inquérito que investigava a morte e que a ordem dos responsáveis pela facção era que a cada bandido morto pela polícia, dois policiais teriam de ser assassinados.

No dia da entrevista, o delegado Fernando Marcos Dultra, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), revelou que pelo modo de agir da quadrilha, como dois homens haviam sido mortos em confrontos com a PM - um em Piracicaba e outro em Brotas - a intenção do bando era executar ainda mais três policiais (independente de serem militares, civis ou guardas civis).

Recentemente, outro policial Militar que estava de folga, e também na frente de um estabelecimento comercial, foi baleado na nuca. Até o momento, a polícia continua investigando. O delegado Seccional Wilson Lavorenti disse, durante essa semana, que é preciso investigar antes de especular e levantar qualquer hipótese. Ele referiu-se ao fato de ser - o PM baleado - o outro alvo dos criminosos.

Se alguém tiver informações sobre quem entrou na Base poderá telefonar para o 190, durante 24h, ou ainda para o 197 que é da Polícia Civil e também atende 24h.

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Ana Cristina Andrade