Publicado 04 de Setembro de 2014 - 10h42

Após as chuvas, salto do Piracicaba tem volume maior de água

Antonio Trivelin/ Gazeta de Piracicaba

Após as chuvas, salto do Piracicaba tem volume maior de água

A chuva que chegou na noite de terça-feira (2) fez com que o rio Piracicaba voltasse à sua vazão normal para a época de estiagem. Às 18h20 de ontem, o volume de água era de 53,5 metros cúbicos por segundo e a profundidade 1,46 metro. Na última segunda-feira (1º), a vazão registrada era de 12 m3/s e a profundidade mínima 0,77 metro.

A melhora nas condições do rio se deu após as chuvas de domingo e desta quarta-feira (3), um acumulado de 26,8 milímetros. A quantidade nos três primeiros dias de setembro é quase três vezes maior que todo o mês de agosto, que registrou precipitação de 10,7 mm.

De acordo com informações do Consórcio PCJ (Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), a situação melhorou, mas se a chuva não continuar, a vazão pode voltar rapidamente a níveis baixos, como o registrado na segunda-feira. Isso porque o lençol freático está muito seco e absorve a água rapidamente.

Segundo a Climatempo, a previsão não é nada animadora. Hoje, uma massa de ar seco ganha força e, apesar das muitas nuvens no céu de Piracicaba, não há previsão de chuva para os próximos dias, afirma a meteorologista da Climatempo, Bianca Lobo.

"Hoje o sol volta a brilhar e permanece até a próxima sexta-feira, 12. Piracicaba novamente vai registrar dias quentes com ar seco predominante", revela.

Para hoje, a temperatura máxima não deve passar dos 25ºC e a mínima chega a 16ºC. Amanhã, a mínima será de 13ºC e a máxima de 27ºC. No sábado, a temperatura não passa dos 28ºC. Já no domingo, a mínima prevista é de 15ºC e a máxima de 29ºC.

Espuma

Além de mudar a paisagem, o som ontem na avenida Beira Rio, próximo ao salto, era outro.

O Piracicaba estava "barulhento" como há muito tempo não ficava. O banco de areia em frente à rampa, que serve como termômetro da vazão, desapareceu. Até peixes saltavam nas águas.

Mas com o volume maior de água também chegou a espuma e a cor da água era cinza-escuro.

De acordo com a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), o fenômeno é normal, causado pelo turbilhonamento das águas, que fazem com que resíduos depositados em alguns pontos se agitem e sejam liberados para a correnteza.

"Da mesma forma, esse turbilhonamento faz com que surjam as espumas em consequência da presença de detergentes nos efluentes urbanos lançados no rio", disse a Cetesb.

Apesar de informar que faz o monitoramento bimestral das águas do rio Piracicaba, a companhia apresenta tabela na qual aponta o último monitoramento em 12 de março deste ano, quando a qualidade da água foi ruim.

 

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