Publicado 09 de Setembro de 2014 - 8h15

Alim Louis Benabid, da Academia das Ciências na França, foi um dos premiados

AFP PHOTO

Alim Louis Benabid, da Academia das Ciências na França, foi um dos premiados

Cientistas franceses - pioneiros na aplicação de terapias de estimulação profunda do cérebro em doentes que sofrem do mal de Parkinson - e uma americana que descobriu a chave da mutação do câncer de mama receberam o Prêmio Lasker, nesta segunda-feira.

O Prêmio Lasker de Pesquisa Médica é um dos mais prestigiosos no campo científico, também chamado de "Nobel americano".

Alim Louis Benabid, da Academia das Ciências na França, e Mahlon DeLong, da Universidade Emory, conquistaram o Lasker-DeBakey de Pesquisa Médica Clínica por desenvolverem técnicas de estimulação profunda do cérebro. O objetivo é restaurar funcionalidades em pacientes com Parkinson.

"O trabalho de DeLong e de Benabid melhorou as vidas de mais de 100 mil pacientes no mundo todo, que se submeteram ao procedimento", justificou a Fundação Lasker.

"Estimulou novas pesquisas no uso da estimulação elétrica, que já estão ajudando nos problemas neurológicos e psiquiátricos", acrescentou a Fundação.

Já a cientista Mary-Claire King conquistou o Lasker-Koshland em reconhecimento de sua extensa carreira. Entre outros avanços, ela identificou o gene BRCA1, chave no desenvolvimento do câncer de mama.

Mary-Claire aproveitou a cerimônia para pedir mais testes genéticos em mulheres para detectar o câncer genético antes que seja tarde demais.

Ela também foi reconhecida por usar tecnologia de DNA para reunir os filhos desaparecidos durante a ditadura na Argentina com suas mães e avós, baseando-se na análise de DNA mitocondrial. Esse é o DNA que passa de mãe para filho.

"King ajudou a provar relações genéticas, e isso facilitou a reunificação de mais de 100 filhos com suas famílias (biológicas)", explicou a Fundação Lasker.

Outros ganhadores foram Kazutoshi Mori, da Universidade de Kyoto, e Peter Walter, da Universidade da Califórnia em São Francisco. A dupla recebeu o Lasker de Pesquisa Médica Básica por suas descobertas sobre a capacidade interna das células de corrigir proteínas prejudiciais.