Publicado 05 de Setembro de 2014 - 11h37

Ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma; primeiro-ministro Alexander Zakharchenko (OSCE);, embaixador russo na Ucrânia, Mikhail Zurabov fazem declaração oficial sobre a assinatura do acordo de cessar-fogo em Minsk

AFP

Ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma; primeiro-ministro Alexander Zakharchenko (OSCE);, embaixador russo na Ucrânia, Mikhail Zurabov fazem declaração oficial sobre a assinatura do acordo de cessar-fogo em Minsk

O presidente ucraniano Petro Poroshenko ordenará ao exército de cessar as hostilidades no leste do país a partir das 18h locais (12h no horário de Brasília) desta sexta-feira (5) após assinar um "protocolo preliminar" para um cessar-fogo com os rebeldes em Minsk.

 

"Eu dei a ordem ao chefe do Estado-Maior das Forças Armadas para cessar as hostilidades a partir das 18h do dia 5 de setembro", indicou o presidente, citado pela sua assessoria de imprensa.

Pouco antes, Poroshenko anunciou em sua conta no Twitter a assinatura de um "protocolo preliminar" entre Kiev e os rebeldes pró-russos na capital de Belarus.

Por sua vez, os separatistas da República popular autoproclamada de Donetsk (DNR) informaram em seu Twitter que "os representantes da Ucrânia, da DNR e da RPL (República autoproclamada de Lugansk) assinaram um protocolo de acordo sobre um cessar-fogo a partir das 18h de sexta-feira", sem fornecer mais detalhes.

Além disso, os rebeldes pró-russos reiteraram a sua intenção de se separar da Ucrânia. "Nós aceitamos um cessar-fogo, mas isso não significa que renunciamos ao nosso objetivo de nos separar da Ucrânia", declarou o "primeiro-ministro" da RPL, Igor Plotnitski.

Poucos minutos antes de assinar o documento, o primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk ressaltou que o plano de paz deve incluir a retirada das tropas russas do território da Ucrânia, pedindo ao Ocidente para atestar tal acordo.

"Devemos restabelecer a paz, mas não na base de uma proposta do presidente russo, e sim com base no que foi proposto pelo presidente da Ucrânia, que deve ser apoiado pelos Estados Unidos e a União Europeia", declarou Yatsenyuk na abertura do conselho ministerial.

"Não podemos vencer sozinhos frente a Rússia, eles vão nos enganar", disse ele. "Precisamos de garantias", ressaltou.

Segundo ele, para ser eficaz, o plano deve prever "um cessar-fogo, a retirada do exército russo e o restabelecimento do controle da fronteira".

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