Publicado 09 de Setembro de 2014 - 22h49

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

A Ponte Preta sofreu uma derrota incrível nesta terça-feira. Os três gols aos 37, 41 e 42 minutos do segundo tempo lembraram o apagão que a Seleção Brasileira sofreu na semifinal da Copa do Mundo. A diferença é que a Alemanha, que atropelou a equipe de Felipão, é a melhor seleção do planeta. Vinha jogando muito bem e estava confiante, bem preparada que foi para levar a taça.

 

O Atlético-GO é quase o oposto disso. Único time que não somou nenhum ponto nas rodadas 17, 18, 19 e 20 da Série B, perdia por 3 a 1 e estava entregue, consciente de que a quinta derrota seguida estava sacramentada.

 

O problema foi que a Ponte Preta também acreditou nisso. A equipe aguerrida, que em sua última partida em casa conseguiu fazer dois gols no Náutico mesmo após a expulsão de Tiago Alves, foi a mesma que relaxou nesta terça. Até o técnico Guto Ferreira pensou que os três pontos estavam no bolso. Prova disso foi que ele fez um agrado para a torcida, colocando Adrianinho para jogar ao lado de Renato Cajá. Não atribuo a derrota a essa alteração, mas ela sinaliza como todos davam a vitória como certa.

 

Não tem como explicar uma derrota assim. Muitos fatores podem levar a um resultado inesperado (uma falha individual, um erro decisivo da arbitragem, uma expulsão...), mas um time em boa fase, jogando em casa e vencendo por 3 a 1 não pode levar três gols em cinco minutos de um time que tinha feito seus últimos três gols em... 360 minutos.

 

Não pode acontecer, mas, já que aconteceu, deve ser tirado como lição. A Ponte vem jogando bem e é séria candidata ao acesso, mas o campeonato é muito disputado. Os quatro primeiros colocados venceram na rodada e, agora, a Macaca terá que esperar, pelo menos, duas rodadas para voltar a ter a chance de entrar no G4. Dá para subir, mas não será uma moleza.

 

A campanha é boa, Guto é um treinador muito bom e a equipe segue como candidata ao acesso. Mas a Ponte não é o Bayern, Guto não é Guardiola e o objetivo dificilmente será alcançado com várias rodadas de antecedência. A tendência é que a disputa seja acirrada até o final.

 

A Macaca tem time até para brigar pelo título da Série B, desde que seja capaz de dar o seu máximo em todos os jogos.

 

Levar um gol acidental ou por descuido e perder pontos por isso é um risco ao qual todos os times, bons e ruins, estão sujeitos, em todas as rodadas. Mas, nesta terça, a Macaca jogou três pontos no lixo. Que a dor dessa derrota sirva para manter o time sempre ligado na busca pelas vitórias que o separam da Série A.

Escrito por:

Carlo Carcani