Publicado 10 de Setembro de 2014 - 5h00

Por Inaê Miranda

Na Praça da Paz, onde foi realizada a assembleia, trabalhadores decidem pela continuidade da greve da Unicamp

Gustavo Abdel/ AAN

Na Praça da Paz, onde foi realizada a assembleia, trabalhadores decidem pela continuidade da greve da Unicamp

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) informou nesta terça-feira (9), em reunião de negociação com o Fórum das Seis, que as negociações do abono salarial da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) devem ser feitas individualmente entre cada reitoria e os sindicatos.

 

A entidade também manteve a proposta de reajuste de salários dos servidores em 5,2%, divididos em duas parcelas, a serem pagas setembro e dezembro, incidindo o reajuste integral sobre o 13º salário de 2014.

 

O Cruesp informou ainda que encaminhará à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo e à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo solicitação de revisão dos cálculos dos valores de repasse do ICMS para a adequada execução do disposto nas normas que regem a autonomia universitária paulista.

 

Diego Machado de Assis, um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, explicou que o abono é referente ao retroativo do reajuste salarial, a partir da data base, em maio até agosto.

 

"Considerando o reajuste que estão oferecendo, de 5,2%, esse abono seria de 28,6% no salário de todos os trabalhadores, a serem pagos em parcela única. O próprio Tribunal do Trabalho apresentou o cálculo. Os reitores disseram que não aceitam, mantiveram a mesma proposta da reunião anterior e disseram que o abono deveria ser negociado separadamente em cada universidade", afirmou.

 

As propostas serão apresentadas na quinta-feira (11), em assembleia com os trabalhadores. Nesta quarta (10), os reitores da USP e da Unicamp devem participar de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, na qual será discutida a questão financeira das universidades.

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Inaê Miranda