Publicado 08 de Setembro de 2014 - 13h44

Por Sheila Vieira

Cadeirinhas e assentos parecidos com as infantis são boas opções de transporte

Divulgação

Cadeirinhas e assentos parecidos com as infantis são boas opções de transporte

Quem circula pelas ruas e avenidas de Campinas com certeza já viu algum cachorro curtindo o passeio de carro com o focinho para fora da janela e com as orelhas ao vento. O que muita gente não sabe, no entanto, é que a cena ‘bonitinha’ é perigosa para os pets e pode render multa ao condutor.

 

O casal Roberto e Paola sempre leva o buldogue Chico na casinha Não existe regulamentação federal especificando como deve ser feito o transporte de animais, mas algumas regras existem. E levar bichinhos do lado de fora do veículo rende multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira. Já o motorista que circula com o melhor amigo entre as pernas pode ser penalizado em R$ 86,13 e levar 4 pontos no prontuário.

 

Para quem deseja evitar surpresas no bolso e dar conforto aos bichinhos, há opções no mercado de assentos para pets. A empresa TubLine, de São Paulo, desenvolveu o Transpet, uma cadeirinha de segurança para deixar o cachorro ou gato suspenso da altura da base do banco traseiro com a estrutura presa ao encosto de cabeça do banco. Renata Crezes Simboreto, diretora comercial da TubLine, diz que o produto é perfeito para transportar animais pequenos e de médio porte, com até 10 quilos. O preço médio do produto é de R$ 70, na versão em tecido.

 

A Manuka, empresa de produtos pet, importa um modelo de cinto de segurança, certificado pelo Inmetro, que garante liberdade ao bichinho. A proprietária Betina Moreira conta que o produto é um peitoral colocado no cachorro com uma argola que passa no cinto de segurança. “O animal pode deitar ou ficar em pé. O cinto trava em situação de freada brusca”, explica. O item é disponível para cães de todos os portes e custa entre R$ 82,90 e R$ 119,90, dependendo do tamanho.

 

Preocupados com a segurança do amigão Chico, buldogue francês de três anos, o casal Roberto Perez e Paola Schoqui não descuida da casinha para transportar o pet no carro. “O Chico sempre viaja conosco para a casa do meu pai, em São José do Rio Pardo”, diz Paola. A mulher lembra que uma vez o cãozinho foi passear sem casinha e cinto e não ficou confortável. Segundo ela, Chico chegou a tremer quando foi colocado no chão do veículo. “Acho que se sentiu inseguro”, recorda. Segundo Paola, não há necessidade do cinto quando o animal está na casinha, lugar onde ele geralmente dorme. “Quando o Chico entra no carro vai direto para a casinha. Ele ama estar dentro dela”, garante.

Dicas

 

Flávio Lamas, vice-presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas e presidente da Associação Amigos dos Animais de Campinas (AAAC), vê como forma correta de transportar os pets o uso da guia peitoral ao qual o animal já está acostumado. “O cachorro vai no banco de trás e fica com a guia presa ao cinto de segurança do banco do carro. Em caso de uma freada, estará travado e não será arremessado”, destaca. Em sua opinião, além de oferecer segurança ao pet, o transporte dessa forma ajuda o animal a aproveitar o passeio, observando a paisagem e a brisa.

 

“Agora, se o cachorro precisa ser levado ao veterinário, em outro ambiente que não é o de costume, ou se ele não for seu pet, nessas situações o ideal é usar a caixa de transporte”, recomenda.

 

 

 

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Sheila Vieira