Publicado 07 de Setembro de 2014 - 9h56

Por Adriana Leite

A Honda, em Sumaré: montadora está a todo vapor e nem cogita dar dispensas temporárias aos funcionários - muito menos fala em demissões

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A Honda, em Sumaré: montadora está a todo vapor e nem cogita dar dispensas temporárias aos funcionários - muito menos fala em demissões

Apesar de ter recebido inúmeros incentivos durante os últimos anos, o setor automobilístico vive um 2014 difícil.

 

A fabricação de veículos caiu 18% neste ano, o que atingiu o nível de emprego - e montadoras de São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Taubaté dão férias coletivas e aplicam o lay-off (suspensão de contratos de trabalho).

Mas, na região de Campinas, a situação é completamente diferente: não há nem sinal de parada nas linhas de produção. Na região, há 85 mil metalúrgicos ligados ao setor.

Por aqui, as máquinas estão a todo vapor e há inclusive empresas tendo que elevar o número de horas-extras para atender a demanda de alguns modelos. E nas concessionárias de Campinas, há fila de espera de até um mês para veículos de marcas como Honda e Toyota.

Especialistas explicam que esse quadro é fruto da escala de produção das montadoras instaladas na região de Campinas, que é menor do que em plantas do ABC e Vale do Paraíba - o que permite que elas se adaptem melhor ao novo cenário de queda nas vendas e crédito mais raro para o financiamento de veículos.

Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região confirmam que as montadoras mantêm o ritmo de trabalho nas fábricas e que há registro de elevação do número de horas-extras. Na região de Campinas, estão instaladas unidades da Honda (Sumaré) e da Toyota (Indaiatuba).

“Não há lay-off ou férias coletivas programadas na nossa área de base”, afirma o sindicalista Eliezer Mariano Cunha.

A Toyota informou, em nota que não deu férias coletivas e muito menos demitiu trabalhadores.

 

“Pelo contrário, as fábricas operam acima da capacidade nas unidades de Sorocaba e Indaiatuba para atender a demanda do mercado interno e exportação do Etios e Corolla”.

De acordo com a empresa, cada uma das fábricas tem capacidade de 70 mil unidades por ano. Segundo a multinacional japonesa, ambas trabalham no limite da capacidade.

 

fábrica, toyota, indaiatubaEm Indaiatuba, é fabricado o Corolla e em Sorocaba o Etios. Mais de 90% da produção é para o mercado interno. O estoque é limitado e há fila de espera, segundo a Toyota.

A Honda também informou que “conforme o planejamento anual da empresa, o período de férias coletivas foi de 30 de junho a 9 de julho, totalizando dez dias. As operações da fábrica seguem normalmente e não há previsão de lay-off ou férias remuneradas”.

A montadora lançou em maio a nova geração do Honda Fit e, em junho, apresentou o face-lift do Civic 2015. Segundo a empresa, também foi lançada a nova geração do Honda City neste mês.

 

A montadora também vai voltar a comercializar o importado Civic Coupé Si e, em 2015, inicia a produção do seu novo SUV compacto (chamado Vezel no mercado japonês).

Também está programada a inauguração da segunda fábrica da companhia na cidade de Itirapina. Com essa nova planta, a Honda irá dobrar a capacidade produtiva anual de 120 mil para 240 mil unidades.

A empresa informa que o produto mais comercializado pela marca é o Civic, com vendas de 35.772 mil unidades do modelo até o final de agosto.

 

A multinacional diz que “apesar do recuo das vendas no setor, a Honda fechou os últimos meses com estabilidade e o estoque segue dentro do padrão considerado normal para a indústria”.

A montadora salienta que, assim como as demais fabricantes, “também tem sentido as dificuldades do mercado, ma que, apesar do atual cenário industrial e econômico, que tem apresentado fragilidade e incertezas”, ainda enxerga boas oportunidades e acredita que pode atuar de acordo com as necessidades e realidade dos diferentes perfis de consumidores do País.

“O Brasil é uma das cinco maiores economias do mundo e têm potencial de crescimento no médio e longo prazo”, conclui o comunicado. A fábrica de Sumaré emprega 3.500 funcionários.

 

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Escrito por:

Adriana Leite