Publicado 07 de Setembro de 2014 - 9h46

Por Adriana Leite

Campanholi, da associação das Startups: em 2010, começamos com dez empresas, e hoje temos mais de 40

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Campanholi, da associação das Startups: em 2010, começamos com dez empresas, e hoje temos mais de 40

A região de Campinas se firma no País como um polo de startups de alta tecnologia. No Estado de São Paulo, há pelo menos 850 empresas em operação e a região é uma das principais na criação de novos negócios.

Universidades, institutos de pesquisa e incubadoras se transformaram em “berçários” - e tecnologia e inovação reforçam a economia local.

O potencial dos pequenos pode ser medido pelos números da Associação Campinas Startups: o conjunto de empresas associadas faturava R$ 3,5 milhões em 2012 e a expectativa é fechar 2014 em R$ 20 milhões.

Representantes da área afirmam que o ecossistema favorece o desenvolvimento de startups em decorrência de ter os vários elos da cadeia: temos aqui universidades, institutos de pesquisa, empreendedores, investidores e grandes empresas que fomentam o ambiente empresarial.

Mais de 70% das startups da região são das áreas de tecnologia da informação, telecomunicações e biotecnologia.

 

Os esforços dos governos e da iniciativa privada reforçam a estratégia para garantir a sobrevivência dos pequenos negócios.

O presidente da Associação Campinas Startups, Wilson Campanholi, afirma que cresce a quantidade de empresas associadas à entidade.

 

“Em 2010, começamos com dez empresas. Hoje, já temos mais de 40”, comenta. Ele diz que o mercado está pujante - e demanda tecnologia.

“A região criou um ambiente favorável ao surgimento das startups”, ressalta. Ele comenta que hoje os empreendedores apostam em novos negócios mais pelas oportunidades do que por falta de opções no mercado de trabalho.

As histórias dos pequenos empresários são muito parecidas: uma boa ideia que nasce na faculdade ou dentro de uma empresa que ganha asas e vida própria nas incubadoras, empresas juniores ou até na garagem de casa.

Os empresários Marcos Rosário Barrosa e Pedro Leite decidiram investir em um sistema que permite avaliar os estabelecimentos comerciais e fornecer informações preciosas aos comerciantes sobre a fidelização do público consumidor.

“O projeto ganhou um prêmio em Chicago e decidimos transformá-lo em um negócio viável. Escolhemos Campinas para instalar a empresa pelo ambiente favorável ao empreendedorismo e às startups”, pontua Barrosa.

Os ex-alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criaram a Score Pointer que hoje emprega dois funcionários, além dos dois sócios.

“A primeira etapa de captação de recursos foi de R$ 400 mil e o dinheiro veio de investidores dos Estados Unidos. Apesar de a empresa estar no Brasil, os investidores internacionais apostam no País. Estamos nos preparando para um aporte maior agora com o objetivo de ampliar as nossas atividades”, comenta.

Barrosa diz que mais de 6 mil pessoas fizeram o download do aplicativo e que 15 estabelecimentos utilizaram dos serviços da empresa até agora.

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Escrito por:

Adriana Leite