Publicado 06 de Setembro de 2014 - 10h51

Contêiner no Centro de Campinas atrapalha os pedestres, que acabam andando na rua

Gustavo Tilio/Especial para AAN

Contêiner no Centro de Campinas atrapalha os pedestres, que acabam andando na rua

Os contêineres que fazem parte da coleta mecanizada de lixo em Campinas continuam sendo alvo de críticas. As principais queixas são em relação à colocação das lixeiras.

 

Em ruas pequenas, acabam atrapalhando o trânsito. Quando estão nas calçadas, em muitos lugares obstruem a passagem de pedestres. A Prefeitura diz que analisa as reclamações e irá estudar caso a caso.

Na Rua Maestro João de Túllio, no Cambuí, a caçamba ocupa toda a calçada, que possui menos de um metro de largura. O engenheiro sanitarista Fausto Coppi, de 60 anos, que faz caminhada na região, enfrentou problemas na via. “Não passa uma pessoa. O único jeito é andar na rua”, disse.

Ele afirmou que em outros pontos da cidade tem presenciado situação semelhante. “Acho, sinceramente, que não resolve o problema do lixo e piora imensamente a cidade, atrapalhando o pedestre e tomando o lugar de veículos (quando colocadas nas ruas)”, opinou.

Na Avenida Norte-Sul, três contêineres localizados na calçada de um grande prédio comercial, no cruzamento com a Avenida Coronel Silva Teles, impedem a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebê.

 

A passagem estreita permite apenas um pedestre. A situação se repete em muitos locais.

Moradora do Cambuí, Jussara Fernandes confia no novo sistema, mas faz ressalvas. “A lixeira não é o problema. É muito mais higiênico. O problema é a colocação. Estão em lugares que atrapalham.”

Esta semana, o Correio mostrou a reclamação de comerciantes do Centro, que criticam o modelo de coleta implementado em ruas estreitas como Barão de Jaguara, Lusitana, Conceição, Ferreira Penteado e Doutor Quirino.

 

Em horário de pico, os equipamentos acabam contribuindo para aumentar as filas de carros. Na Rua Barão de Jaguara, alguns contêineres também foram colocados nas calçadas, afetando o trânsito de pedestres.

O Departamento de Limpeza Urbana (DLU) de Campinas informou que todas as reclamações recebidas estão sendo estudadas, uma a uma, e que há possibilidade, em alguns casos, de reduzir o tamanho das caçambas.

 

Outra alternativa, que também deve ser aplicada em ruas do Cambuí, é criar recortes nas calçadas para encaixar as caçambas, desta forma elas ficariam parte na rua e parte nos passeios.

A instalação das lixeiras da coleta mecanizada foi iniciada na região Central no dia 12 de agosto.

 

Até agora, quase 2 mil unidades foram distribuídas na cidade (450 no Centro, 850 no Cambuí e 450 em Barão Geraldo, onde o projeto foi iniciado).

 

Sousas, Joaquim Egídio e Altos do Taquaral serão os próximos bairros a receberem os equipamentos, mas ainda não foi definida a ordem.

 

Críticas ou sugestões sobre a coleta mecanizada podem ser feitas através do telefone 156.

O leitor Fausto Coppi sugeriu esta reportagem através do WhatsApp do Correio Popular: (19) 9 9608 6114

 

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