Publicado 06 de Setembro de 2014 - 10h29

Por Maria Teresa Costa

Sistema de racionamento será alterado para garantir abastecimento de água na parte mais alta

Leandro Ferreira/ AAN

Sistema de racionamento será alterado para garantir abastecimento de água na parte mais alta

Nova Odessa vai implantar o rodízio no fornecimento de água a partir de terça-feira — a chuva desta semana não teve nenhum efeito na elevação do nível das represas que abastecem o município.

 

A cidade, informou o superintendente da Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa (Coden), Ricardo Ongaro, será divida em parte alta e parte baixa, e cada uma delas terá o fornecimento suspenso das 21h às 10h, em dias alternados.

 

O número de pessoas com cortes diários no fornecimento de água chegou a 315 mil na Região Metropolitana de Campinas (RMC) por causa do volume de chuvas abaixo da média.

 

Além de Nova Odessa, Valinhos, Vinhedo, Cosmópolis e Santo Antonio de Posse estão com restrições de abastecimento.

O rodízio, disse Ongaro, vai permitir uma melhor distribuição e garantir que as pessoas que moram nas partes mais altas recebam a água com mais rapidez quando os registros da rede forem abertos.

 

Atualmente, toda a cidade tem corte diário no fornecimento das 21h às 10h, mas enquanto quem mora nas partes mais baixas tem o abastecimento retomado em 20 minutos, os que vivem nos locais mais altos levam até três horas para receber a água.

Para pode implantar o rodízio, algumas obras estão sendo realizadas para dotar a rede de distribuição de registros que permitam o corte no fornecimento por setor.

 

Nova Odessa perde 34% da água tratada no caminho até a torneira do consumidor e a meta é reduzir esse índice para 20%.

 

A cidade trata 15 milhões de metros cúbicos de água por dia e, se houver uma redução do consumo, seja pelo consumidor ou pela redução de perdas, será possível chegar ao período de chuvas sem grandes problemas.

A capacidade de reservação de água das represas de Nova Odessa caiu e a Coden está buscando novos mananciais para reforçar o abastecimento.

 

A Represa Recanto I está com menos da metade de sua capacidade de armazenamento, a Recanto II com apenas 10% e a Recanto III com 80%. Já o sistema Lopes está operando com apenas 13% de sua capacidade.

 

A situação crítica levou a empresa a iniciar a transposição da represa Santo Ângelo, que fica depois da Rodovia Anhanguera e que era uma reserva estratégica — a água passou a ser bombeada para o sistema Lopes.

Fundo

O prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza encaminhou ontem à Câmara projeto de lei que cria o Fundo Municipal de Preservação de Recursos Hídricos, cujos recursos serão utilizados para proteger e recuperar a qualidade ambiental dos mananciais de interesse municipal e regional para abastecimento das população e a recarga d’água dos lençóis freáticos, ações que visem garantir a sustentabilidade hídrica da cidade.

O primeiro trabalho prático do programa é a adoção de medidas para recuperação das nascentes, já mapeadas pela Coden, que deve ocorrer após um curso teórico que será ministrado a servidores e pessoas da comunidade.

 

A recuperação envolve trabalhos de desassoreamento e também de preservação do entorno das nascentes. A criação do fundo é parte do projeto que institui a Política Municipal de Proteção aos Mananciais de Água destinados ao abastecimento público.

 

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