Publicado 09 de Setembro de 2014 - 10h13

Informação foi dada aos clubes europeus pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke

AFP

Informação foi dada aos clubes europeus pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke

Apesar de todos os escândalos e acusações sobre uma suposta compra de votos durante o processo de escolha da sede, a Copa do Mundo de 2022 ocorrerá mesmo no Catar. A informação foi dada aos clubes europeus pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

"O secretário-geral da Fifa nos confirmou que a Copa será no Catar", declarou nesta terça-feira, em Genebra, o CEO do Milan Umberto Gandini, que esteve na segunda-feira em um encontro na sede da Fifa para debater mudanças nas datas da Copa de 2022. "Não há sinais de que haverá qualquer revisão da situação", disse Gandini, vice-presidente da Associação Europeia de Clubes.

Na semana passada, a Fifa confirmou que concluiu uma investigação sobre as suspeitas de compra de votos por parte dos organizadores da candidatura do Catar para a eleição da sede da Copa de 2022.

 

O documento está sendo mantido em sigilo. Mas um comunicado de imprensa indicou que dirigentes precisariam ser punidos por conta de irregularidades.

Não há, porém, qualquer indicação de que isso signifique que o Catar será punido com a perda do direito de sediar a Copa.

 

A Fifa ainda apresentou, na última segunda-feira, um plano para mudar as datas do torneio de 2022 para o inverno no Hemisfério Norte. As datas estudadas sugerem que o Mundial ocorra em janeiro e fevereiro ou em novembro e dezembro de 2022.

Os clubes europeus querem ser consultados, alertando que suas competições serão afetadas. "Faremos tudo para proteger os interesses dessas competições", alertou Gandini. "Tem de haver muitas boas razões para mudar a agenda", insistiu o dirigente.