Publicado 08 de Setembro de 2014 - 17h02

Por Adriana Menezes

De olhos fechados

Adriana Menezes

De olhos fechados

Não há maneira mais divertida e gostosa de aprender a tomar café que em uma degustação, especialmente quando comandada por um barista. Para promover esse aprendizado, o Café Malabarista do Galleria Shopping, em Campinas, convidou a barista e produtora de café Roberta Bazilli, que fez uma deliciosa brincadeira de degustação ‘de olhos fechados’.

Ela não chegou a colocar vendas nos olhos dos convidados, mas colocou na mesa quatro cafés diferentes sem identificação. Começou com o aroma do grão já moído. Pediu que cada um cheirasse as amostras. Depois fez a efusão e mais uma vez pediu que sentíssemos o cheiro; finalmente, serviu a bebida já pronta destes mesmos cafés. Era a hora da identificação.

Roberta Bazilli antecipou apenas que uma amostra era de café comum comprado nos supermercados e sem qualidade; outra era de uma região vulcânica da América Central e já premiado; a terceira era do café robusta; e finalmente uma amostra do café especial que é servido no Malabarista. Não havia nenhuma dica que pudesse ajudar a descobrir a identidade dos cafés.

Espontaneamente, no final, o grupo elegeu o pior e o melhor café.

O pior era aquele que a maioria dos brasileiros consome e que se encontra em quase todas as prateleiras de supermercados. Em geral, um café muito torrado e com muita acidez.

O melhor café, eleito pelo grupo, foi o Café Malabarista, produzido em Caconde (Região Mogiana) pela família Bazilli há cinco gerações. Trata-se de um café da espécie arábica, da variedade Mundo Novo, com torra média, um sabor adocicado e achocolatado. Muito saboroso. Roberta Bazilli tem sua própria marca de café, mas também vende para outras marcas, como é o caso do Malabarista.

Inaugurado em abril, o Café Malabarista, no Galleria Shopping, em Campinas, serve esse café especial aos seus clientes e também vende o grão para quem prefere preparar em casa. A moagem pode ser feita na hora de acordo com o método de extração que o consumidor vai utilizar.

Marília Luz e Helena Paulino perceberam a carência em Campinas de cafeterias de cafés especiais, inclusive para comercialização, e investiram no negócio para “estimular a cultura do bom café”. Iniciativa que agrada - e muito - os apreciadores de um bom café. Pode degustar até de olho fechado.

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Adriana Menezes