Publicado 09 de Setembro de 2014 - 15h04

O excesso de empates no início da Série B fez com que a Ponte Preta perdesse contato com os quatro primeiros colocados. No começo de agosto, por exemplo, a Macaca aparecia em 12º lugar. Nas seis rodadas seguintes, porém, conseguiu compensar os tropeços do início com o excepcional aproveitamento de 83,3%. A Ponte pulou para o 5º lugar e hoje tem tudo para, pela primeira vez, fechar uma rodada dentro da zona de acesso.

Vários fatores dão à Ponte Preta um favoritismo enorme nesta tarde (jogo às 17h de dia útil é mais uma aberração da CBF): a partida será no Moisés Lucarelli, Renato Cajá começa jogando pela primeira vez, o time vive um momento excelente (cinco vitórias nos últimos seis jogos) e a fase do time goiano é péssima (cinco derrotas nas últimas seis apresentações).

Mas além de tudo isso, o que mais credencia a Macaca a triunfar novamente é a eficiência com que tem somado pontos e mais pontos na Série B. Não é fácil, em um campeonato tão equilibrado como esse, ter o controle do jogo durante os 90 minutos, como tem acontecido em vários jogos da Ponte, inclusive diante de adversários que ocupam as melhores posições da tabela.

É essa regularidade, essa capacidade de frequentemente impor seu jogo diante de quem quer que seja, que faz da Ponte favoritíssima hoje. Mesmo que o adversário não estivesse tão mal (vem de quatro derrotas seguidas), a Ponte seria apontada como favorita porque tem mostrado um futebol de quem vai brigar, com boas chances de sucesso, pelo acesso.

O Atlético-GO perdeu sete posições em apenas cinco rodadas e trocou de treinador. Hoje se apresenta em Campinas sob comando de Wagner Lopes, contratado para interromper a queda livre do time na tabela. A distância para a zona de rebaixamento caiu para cinco pontos e o time precisa voltar a pontuar imediatamente.

A estreia de um treinador é um fator que pode levantar a confiança da equipe, destroçada após as derrotas para Bragantino, Sampaio Corrêa, Santa Cruz e Boa, nas quais o Atlético marcou três gols e sofreu 11. Não é fácil corrigir tantos problemas em tão pouco tempo e aí está a vantagem da Ponte. O time está bem armado, já sabe o que tem que fazer e tem conseguido cumprir as orientações de Guto em qualquer situação.

Além disso, conta pela primeira vez com Cajá como titular. É um jogador acima da média na Série B, entrou no time gradualmente (decisão acertada da comissão técnica) e tende a crescer. Está chegando a hora da Macaca figurar no G4.