Publicado 21 de Agosto de 2014 - 15h35

Suzane von Richthofen pede a progressão do regime de presa

Cedoc/RAC

Suzane von Richthofen pede a progressão do regime de presa

A Justiça aceitou o pedido de Suzane von Richthofen, 30 anos, para continuar a cumprir sua pena em regime fechado na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, a P1 de Tremembé.

A pedido do advogado de Suzane, Denivaldo Barni, a Justiça havia concedido o benefício do regime semiaberto a ela. O pedido era feito desde 2009.

No entanto, em audiência com a juíza da Vara de Execuções Criminais, Sueli Zeraik nessa quarta-feira (20), a detenta alegou que o pedido do benefício foi feito pelo advogado contra a sua vontade e que pretendia continuar o trabalho na oficina do presídio, pois precisa do salário das atividades e remissão da pena. A cada três dias trabalhados, a Justiça reduz um dia da pena.

"Diante do teor das declarações prestadas pela sentenciada nesta data, dando conta de que por temer por sua vida, não tinha interesse na progressão de regime no momento, tendo sido tal postulação levada a efeito por seu advogado à revelia e até mesmo contra sua vontade, torno sem efeito a decisão que progrediu para o regime intermediário de cumprimento de pena, mantendo-a na situação em que se encontrava antes", diz trecho da decisão da juíza.

A decisão que passava Suzane do regime fechado para o semiaberto era da mesma juíza que determinou a revogação.

 

O bom comportamento e o tempo em que a detenta permaneceu presa foram considerados na decisão.

Suzane também disse à juíza que não gostaria mais de ser representada por Barni que, segundo ela, não passa informações do processo.

 

Ela foi condenada a 39 anos de prisão por matar os pais em 2002, com a ajuda dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.

O advogado não foi localizado para comentar o caso. Agora, Suzane passa a ser representada pela Defensoria Pública.