Publicado 30 de Julho de 2014 - 5h00

Por Sarah Brito

Lavar a calçada está proibido em Campinas

Janaína Ribeiro/Especial a AAN

Lavar a calçada está proibido em Campinas

A política de restrições do uso da água em Campinas (SP) para evitar desperdício de água em meio ao pior período de estiagem vivida na história- antecipada este ano para fevereiro - resultou em 4.979 denúncias de desperdício de água até esta terça-feira (29). No entanto, não houve nenhuma aplicação de multa, que seria de três vezes o valor da última conte de consumo para quem for flagrado desperdiçando água.

 

Dos quase 5 mil casos de denúncia, A maior parte das denúncias é referente a lavagem em vias públicas com mangueiras.

 

No papel

 

O decreto que regulou a política ocorreu em fevereiro e previa, além da multa, que a entidade estudasse a possibilidade de incentivos econômicos para quem reduzir o consumo, a exemplo do que ocorre em São Paulo, e fizesse campanha para que a população economize.

 

O plano era que até agosto seriam multadas as pessoas que forem flagradas usando água tratada para limpeza e lavagem de calçamentos e passeios públicos residenciais e comerciais de Campinas, exceto em situação de necessidade extrema. A Sanasa não informou quais meses foram os com maior incidência de denúncias e nem quais regiões foram as que mais geraram os casos.

 

Casos extremos

 

A Prefeitura considera necessidade extrema o uso de água para construção de imóvel, realização de reformas e construção de calçamento. Na primeira infração, haverá advertência e, na segunda, a multa. A partir da denúncia formalizada, um técnico da Sanasa verificará a sua procedência. Se for confirmada, o

responsável receberá, em um primeiro momento, a notificação.

 

Para o presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Carlos Alexandre Silva, a política funciona de fato e que, neste caso, a estratégia não é para gerar lucros, mas sim para incentivar às pessoas a tomar uma atitude diferenciada, porque inclusive corria o risco da multa. "Algumas situações de denúncias que apareceram são complicadas. Quando a fiscalização chegava, a pessoa já havia recolhido a mangueira, e não havia a possibilidade de confirmação", disse. Com isso, para ele, justifica-se o baixo número de infrações expedidas.

 

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