Publicado 26 de Junho de 2014 - 10h53

Por Divulgação

Conheça os métodos que auxiliam a evitar uma gravidez não desejada

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Conheça os métodos que auxiliam a evitar uma gravidez não desejada

Nos dias atuais a mulher tem o poder da escolha em relação a diversos assuntos, principalmente aos que se referem à maternidade. Com o acesso aos métodos contraceptivos ela consegue se planejar para uma futura gestação.

No entanto, algumas mulheres tem dificuldade em tomar a pílula de anticoncepcional que exige um controle regular, já que você tem que tomar a pílula todos os dias no mesmo horário.

Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli, apesar de a pílula anticoncepcional ser muito indicada ela não serve para todas as mulheres. “Algumas mulheres se queixam que sempre se esquecem de tomar a pílula todos os dias ou no mesmo horário e isso pode prejudicar a sua eficácia aumentando as chances de uma gravidez indesejada”, afirma.

Nesse caso, o anticoncepcional não é o método contraceptivo mais indicado. “Existem outros métodos de contracepção a longo prazo que não necessitam de controle. Geralmente, eles são indicados para quem tem dificuldade em seguir a rotina do anticoncepcional”, explica a ginecologista.

Tipos de contraceptivos

Hoje o mercado oferece diversos métodos entre eles: a pílula anticoncepcional, adesivos contraceptivos, preservativos, anel contraceptivo, diafragma, DIU (Dispositivo Intrauterino), espermicida, implante, injeção contraceptiva ou cirurgias de laqueadura.

Uma pesquisa feita por estudiosos da Washington University School of Medicine, em Saint Louis, EUA e publicado no periódico New Ingland Journal of Medicine, apontou que as mulheres que usam métodos como anel, adesivos e pílula apresentam 20 vezes mais chances de engravidar do que aquelas que utilizam o DIU ou implantes.

“O DIU e o implantes tem índices de falha muito pequeno comparando com outros métodos. A pílula, por exemplo, esquecer-se de tomar um comprimido aumenta a possibilidade de uma gestação indesejada de 0,3 para 8 %”, alerta a Dra. Erica Mantelli.

O risco de gravidez aumenta conforme o momento do ciclo em que ocorre o esquecimento. A boa notícia é que para as ‘esquecidas’ existem outros métodos contraceptivos a longo prazo e que garantem uma eficácia maior, entre eles estão o DIU e os implantes.

Existem dois tipos de DIU: o de cobre e o medicado. O DIU de cobre tem duração por até 10 anos, já o medicado por permanecer no corpo da mulher por cerca de cinco anos. “Geralmente, o DIU é instalado na cavidade uterina para dificultar a passagem do espermatozoide, além disso, ele impede a migração do óvulo pela tuba uterina”, ressalta a ginecologista.

O DIU deve ser colocado dentro da vagina por um ginecologista. Depois de garantir que ele está na cavidade uterina que a mulher está protegida. “O DIU pode ser indicado para mulheres que já tiveram filhos, pois o útero é maior e facilita a entrada do dispositivo. No entanto, as mulheres que ainda não tem filhos também podem fazer o uso do método”, esclarece a Dra. Erica Mantelli.

A sua principal vantagem é que não diminui o prazer e não ocasiona os efeitos colaterais dos hormônios.Com esse tipo de DIU sem hormônio a mulher irá menstruar regularmente, porém em alguns casos, há aumento do fluxo de sangue. Sua duração pode chegar a 10 anos.

Existe um DIU que contém hormônio progesterona, e a maioria das mulheres ficam em amenorreia, ou seja, param de menstruar. Esse tipo tem validade de 5 anos e a vantagem é que é um método ótimo para controlar TPM e endometriose.

Já o implante, é um pequeno bastonete que é inserido embaixo da pele, geralmente no braço.

O implante contém o hormônio progestágeno que é liberado em pequenas doses no organismo fazendo com que a mulher pare de ovular aumentando a viscosidade do muco cervical inibindo a entrada dos espermatozoides. “O implante é indicado para mulheres que são indisciplinadas ou não podem usar substâncias que contenham o estrógeno”, frisa a especialista.

A sua vantagem é que tem validade de três anos e reduz a tensão pré-menstrual. Esse método pode causar em algumas mulheres dor nas mamas, tonturas, náuseas e diminuição da libido.

Se você tem interesse em alguns dos métodos, consulte um ginecologista para que ele avalie o seu caso e indique o melhor contraceptivo.

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