Publicado 03 de Maio de 2014 - 20h17

Torcida bugrina empurra o time

Cedoc/RAC

Torcida bugrina empurra o time

O empate poderia até ser considerado normal, não fosse a postura do Guarani diante do Madureira na noite de sábado (3), no estádio Décio Vita, em Americana, em duelo válido pela segunda rodada do Grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro. Mas o placar de 1 a 1, além de frustrar as expectativas do técnico Evaristo Piza, aumentou para 12 partidas o jejum de vitórias da equipe na temporada. Para aumentar a pressão, o Bugre entra na competição sem demonstrar potencial para alterar a crise sem fim do clube. Com um ponto em dois jogos jogos, o time se coloca na parte de baixo da tabela. Na próxima rodada, a equipe retorna à sua nova casa para encarar outra equipe carioca: no dia 11, o adversário é o Macaé.

Embora tenha estipulado como meta somar o maior número possível de pontos como mandante na competição, o Bugre iniciou a partida cauteloso e pouco ameaçou o rival. Somente numa cabeçada de Fumagalli houve algum perigo e o Madureira seguia no mesmo ritmo. O jogo era tão fraco que a torcida resolveu ser, no pior sentido da palavra, a protagonista da noite ao desencadear tumulto generalizado nas arquibancadas. A briga entre duas facções bugrinas só não foi mais grave porque policiais impediram e evitaram o pior.

Na volta do intervalo, Piza sacou o lateral-direito Oliveira e escalou Leleco para dar velocidade à equipe. Em menos de dois minutos, a mudança surtiu efeito e Silas anotou o seu primeiro gol com a camisa alviverde.

O Bugre relaxou, segurou a bola, mas perdeu a objetividade. A postura passiva deu brecha para que o Madureira se arriscasse no ataque a ponto de achar um buraco na defesa bugrina e igualar o marcador com Felipe Augusto aos 17 minutos.

Sem qualidade técnica para improvisar e complicar o rival, o Guarani pareceu se contentar com o empate e ainda levou sustos no final. Ao torcedor, que também não tem feito o seu papel, resta apenas sonhar com dias melhores na luta pelo acesso.

Foto: Carlos Sousa Ramos/AAN

Integrantes da Fúria e a da Guerreiros entraram em confronto no Estádio Décio Vitta, na cidade de Americana

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