Publicado 01 de Maio de 2014 - 5h30

Um dia depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometer que o governo se esforçaria mais na área fiscal e que o cumprimento da meta estava garantido, o Banco Central (BC) divulgou ontem que o País registrou no primeiro trimestre o pior superávit primário para o período em quatro anos. Entre janeiro e março, o setor público consolidado (União, Estados e municípios) poupou R$ 25,6 bilhões para o pagamento de juros da dívida pública - o chamado superávit primário. A meta para o ano é de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado do primeiro trimestre só não foi pior devido ao resultado surpreendente de Estados e, principalmente, dos municípios. Entre janeiro e março, os governadores e prefeitos entregaram um esforço fiscal de R$ 13,2 bilhões - o maior em três anos. Apenas os municípios fizeram uma economia de R$ 2,8 bilhões no período, o maior superávit primário em toda a série histórica do BC, iniciada em 2000. Assim, Estados e municípios fizeram, ao todo, uma economia maior de recursos fiscais do que a União. (Agência Estado)