Publicado 01 de Maio de 2014 - 5h30

Por Adriana Leite

Oportunidades não faltaram: nos últimos 10 anos, região de Campinas gerou milhares de vagas

Cedoc/RAC

Oportunidades não faltaram: nos últimos 10 anos, região de Campinas gerou milhares de vagas

Na última década, os trabalhadores brasileiros comemoraram o aumento do nível de emprego, a recomposição salarial e a baixa desocupação. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC) não foi diferente: entre 2003 e 2013, foram criados 372.516 empregos formais, o equivalente a 2,13% do total de 17,4 milhões de vagas geradas em todo o País no período.

O melhor ano para a região foi 2010, quando o saldo foi de 59.765 postos com carteira assinada. Mas daí para a frente, os números perderam força: desde 2011 o ritmo de criação de novas vagas vem caindo, assim como acontece no País.

Dados coletados no sistema do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) detalham que Campinas foi a cidade na RMC que mais gerou vagas formais no intervalo estudado: 153.375. A segunda maior geradora foi Indaiatuba, com 30.268 postos, e o terceiro posto ficou com Hortolândia, com 24.981. No extremo oposto, o pior desempenho foi de Morungaba, com perda de 1.233 postos de trabalho formais.

A análise apontou que no ano passado a geração de empregos na região voltou ao mesmo nível de 2003, ano inicial da avaliação. O saldo foi de 19.410 contratações, enquanto que em 2013 o número ficou em 14.854. Os melhores anos para o emprego na região foram 2010 (59.765 postos), 2007 (44.633), 2004 (44.571) e 2005 (44.202).

O professor da Faculdade de Economia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Fábio Eduardo Iaderozza, afirmou que o Brasil ainda vive um bom momento no mercado de trabalho.

“Até 2011, o crescimento econômico médio anual era de 4%. Nos últimos três anos, caiu para 2%. Mas continuamos criando empregos. A taxa de desemprego é a mais baixa em muitos anos”, comentou.

Ele lembrou que o Caged de fevereiro apontou a criação de 160 mil postos de trabalho. “Foi um aumentou de 111% em relação a fevereiro do ano passado”, disse. Iaderozza salientou que, apesar do avanço do emprego não ser tão expressivo nos últimos três anos, o Brasil não registra demissões nos balanços mensais.

O especialista ressaltou que o fato de a região responder por 2,13% da geração do País entre 2003 e 2013 mostra a importância da economia local. Para Iaderozza, que também é docente na Faculdades de Campinas (Facamp), os eventos esportivos ajudaram a alavancar o emprego no País e na região nos últimos anos. “Na região ficarão sete delegações e vários setores vão se beneficiar do movimento de turistas e contratar mais”, disse.

 

 

Mais procurados

O coordenador do Departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), Laerte Martins, afirmou que em março as funções mais procuradas pelos empregadores em Campinas foram vendedores e demonstradores, escriturários em geral e operadores de máquinas.

“Entre as três ocupações mais procuradas pelos lojistas, estão vendedores e demonstradores, escriturário, auxiliar administrativo e operador de telemarketing. Na área de serviços, os mais contratados foram para serviços de manutenção, analista de sistemas computacionais e técnicos em transportes intermodais. E na indústria, tiveram preferência os técnicos em planejamento e controle de produção, operadores de equipamentos e movimentação de carga e mecânicos de manutenção de veículos”.

 

 

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