Publicado 01 de Maio de 2014 - 19h05

A Globo, que é tão cuidadosa em certas coisas e detalhista em outras, continua não dando a menor importância para as repetições em suas novelas. Este parece que chega a ser um problema quase sem controle ou solução. Ricardo Tozzi, por exemplo, até outro dia estava em Amor à Vida, às voltas com um triângulo amoroso, que apenas se desfez nos últimos capítulos. Nas chamadas de Geração Brasil que vem aí, substituindo Além do Horizonte a partir do dia 5 de maio, no horário das 7, ele irá se envolver em uma situação bem semelhante. Só não será igual porque em vez de duas mulheres brigando por um homem, serão dois homens — ele e o Murílo Benício disputando a Cláudia Abreu. Bruna Linzmeyer passou por uma situação ainda pior. Num dia encerrou seu trabalho com o Walcyr e no outro começou a gravar Meu Pedacinho de Chão do Benedito Ruy Barbosa. Nem ao público foi oferecida a oportunidade de esquecer uma personagem e começar a se acostumar com outra. Complicado. A Globo, com um elenco tão variado e numeroso, não precisava passar por isso.