Publicado 02 de Maio de 2014 - 12h00

Cena do filme 'O Menino no Espelho', de Guilherme Fiúza Zenha

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Cena do filme 'O Menino no Espelho', de Guilherme Fiúza Zenha

Mateus Solano está em férias de um ano na Rede Globo. Mas ele diz que não é bem assim. Na verdade, depois de nove meses com a novela 'Amor à Vida', que terminou em janeiro, a emissora lhe deu descanso de doze meses. “Foi um trabalho intenso que me exigiu muito física e emocionalmente”, diz, referindo-se ao personagem Félix, que fez enorme sucesso na novela.

Descanso na TV, trabalho no teatro e no cinema. No teatro, ele encena até meados de junho o espetáculo 'Do Tamanho do Mundo', de Paula Braun (mulher do ator), no Teatro Renaissance, na capital. No cinema, além de 'Confia em Mim', de Michel Tikhomiroff, em cartaz nos cinemas, esta semana ele apresentou o mais novo trabalho dentro do 18ª edição do Cine PE Festival do Audiovisual, que termina nesta sexta (2).

Trata-se de 'O Menino no Espelho', de Guilherme Fiúza Zenha, baseado na obra de Fernando Sabino, lançado em 1982, e que teve mais de 70 edições. Mateus afirma que tanto trabalho ao mesmo tempo em diversos suportes é tudo o que ele quer para a carreira. “Fico feliz por poder me exercitar de diversas formas como ator”, disse aos jornalistas em Recife.

Mais ainda, garante ele, ter feito um filme infanto-juvenil baseado em Sabino, de quem se diz apaixonado. Já tinha lido o livro e o releu para fazer o compreensivo e amável Domingos, pai do garoto Fernando (Lino Facioli), que está descobrindo o mundo e se descobrindo. “Fiquei muito, muito feliz por ter feito esse papel e me emocionei com a projeção”.

O descanso na TV também lhe abriu chance para outros trabalhos o cinema, como a cinebiografia de Erasmo Carlos, mas ele prefere não adiantar muita coisa sobre o projeto, uma vez que há ainda algumas indefinições a respeito.

Enquanto isso, tenta administrar a fama, especialmente depois do sucesso de 'Amor à Vida'. Uma das consequências foi um perfil falso no Facebook. Não usa essa rede social, mas seu perfil tem 60 mil amigos e 1 milhão de curtidas. Também surgiu um perfil fake no Instagram, apesar de ele ter um verdadeiro, mas com apenas 200 amigos.

“Só uso esse Instagram e um Twitter; isso é tudo em termos de rede social, pois não me interessa muito esse mundo virtual”. No entanto, ele descarta que esteja processando os tais perfis falsos. “Essa informação partiu da mente fértil de alguns jornalistas”, diz.

O filme

Estamos em Belo Horizonte, nos anos 1930. Fernando é um garoto de 10 anos que está cansado de fazer as coisas chatas da vida. Seu sonho era criar um sósia, que ficasse com estas tarefas enquanto ele poderia se divertir à vontade. Até que, um dia, é exatamente isto que acontece, quando o reflexo de Fernando deixa o espelho e ganha vida.

Rodado em Cataguases, o diretor Guilherme Fiúza Zenha assume que o filme (que estreia em junho) dispensa os efeitos especiais, o excesso de ação e a montagem acelerada. “Os americanos fazem isso muito melhor, eu preferi mostrar um universo menos tecnológico e apostar na história”. E cita 'ET – O Extraterrestre', de Steven Spielberg, como um de seus filmes favoritos que investe basicamente na história, ainda que se valha de efeitos.

O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DO FESTIVAL