Publicado 01 de Maio de 2014 - 19h05

O Papel do Choro na Formação do Músico Brasileiro é o tema do Encontro de Choro da Unicamp, evento que está em sua sétima edição e ocorre de 4 a 9 de maio, com programação intensa, focada na formação e em apresentações musicais. “O evento surgiu em 2004 por iniciativa de alunos e professores do Instituto de Arte da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Mas pela rotatividade dos alunos, foi interrompido. No ano passado, dois alunos — Franco Galvão e Felipe Macedo — propuseram retomar o projeto, que acabou contemplado pelo edital Festival de Artes do Programa de Ação Cultural (ProAC) do governo do Estado. Com esse patrocínio foi possível ampliar a proposta. Nesta edição o diferencial é o caráter itinerante, com apresentações em diferentes espaços da cidade”, explica a produtora cultural Cassiane Tomilhero.

Além das atrações musicais, o Encontro foca na formação, oferecendo oficinas que serão ministradas por professores da Escola Portátil de Música, do Rio de Janeiro, o principal expoente do choro contemporâneo. Os interessados nas oficinas têm até hoje para formalizar as inscrições. As oficinas são gratuitas — o único pagamento é feito no ato da inscrição para custear o material utilizado e as camisetas que são oferecidas aos participantes. Haverá ainda mesas de debate e rodas de choro abertas. A abertura e encerramento do encontro serão com shows dos professores da Escola Portátil, que traz nomes como Nailor Proveta, Pedro Aragão, Maurício Carrilho e Paulo Aragão, entre outros. O primeiro show, neste domingo, será no Teatro Municipal José de Castro Mendes. De segunda a sexta, têm apresentações musicais às 20h, em lugares variados, e de terça a quinta, shows também na hora do almoço. A programação completa pode ser acessada no site: www.ecu.art.br.

“A ideia é que este se torne um projeto maior. Nesta edição, os espaços ocupados são basicamente no Distrito de Barão Geraldo, ou vinculados à Unicamp. Mas a proposta é que nos próximos anos, ele ocupe também outras regiões da cidade e que seja continuado”, diz Cassiane.

No total, serão nove apresentações musicais, oito oficinas de instrumentos, quatro oficinas de prática de conjunto, quatro aulas abertas e duas mesas de debate no Instituto de Artes da Unicamp, além das rodas abertas, que ocorrerão todas as noites, cada dia em um bar da cidade. Todas as atividades serão gratuitas, havendo limite de vagas e seleção para as oficinas.