Publicado 03 de Maio de 2014 - 5h30

Dez ônibus do transporte público de Campinas foram alvos de vandalismo durante a festa de comemoração do Dia do Trabalho, na região do Campo Grande. Ninguém ficou ferido. O quebra-quebra ocorreu entre a noite de anteontem e a madrugada de ontem. Oito dos veículos são da empresa Itajaí Transportes Coletivos e foram atacados nas proximidades da Praça João Amazonas, onde acontecia a festa. Os vândalos quebraram para-brisas e vidros laterais dos veículos. Em um dos carros, eles quebraram e levaram as câmeras de segurança e até a tampa da claraboia, usada para a ventilação interna. Só a Itajaí calcula um prejuízo de R$ 9 mil.

Segundo a Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (Transurc), a depredação começou por volta das 18h e estendeu-se até por volta da 1h de ontem. Como o número de veículos danificados foi muito alto, a Itajaí foi obrigada a terceirizar o conserto dos coletivos para não prejudicar a população.

A VB Transportes e Turismo também teve dois carros da linha 1.23 (Terminal Campo Grande/Terminal Ouro Verde) danificados. Eles foram atacados quando trafegavam pela Avenida Deputado Luís Eduardo Magalhães, por volta das 22h. O prejuízo é de R$ 2,5 mil para a empresa.

Segundo a Transurc, as concessionárias já somam prejuízos de R$ 725 mil devido ao vandalismo neste ano. O maior número de veículos depredados ocorreu no Carnaval, com 30 ônibus danificados. Além das depredações, as empresas também sofreram com os protesto. Em janeiro, três carros foram queimados e nove danificados durante protesto no Terminal Vida Nova, contra as chacinas na região do Ouro Verde. O prejuízo chegou a R$ 450 mil. No dia 11 de abril, também um ônibus foi incendiado depois da morte de um assaltante na região dos DICs. O prejuízo com este ônibus foi de R$ 180 mil.

Segundo a Transurc, a manutenção dos veículos é um dos itens usado para o cálculo do preço da passagem, que precisa ser constante por causa da depredação dos ônibus. “Para o usuário ter noção, o valor de R$ 725,05 mil não contempla as depredações cotidianas, como o conserto de assentos pichados, rasgados ou quebrados”, informou a Transurc.