Publicado 01 de Maio de 2014 - 5h30

O número de casos de dengue com sinais de alarme — nível intermediário da doença — cresceu 164,6% de acordo com o último balanço divulgado ontem pela Prefeitura. São 577 casos no segundo nível mais grave da dengue, que inspira cuidados e, se não tratado, pode evoluir para o estágio crítico da doença. No balanço anterior, divulgado no dia 17 de abril, eram 218 com sinal de alarme.

Já os casos graves aumentaram em apenas um paciente, passando de cinco para seis confirmados. O estado é o equivalente ao que antes era chamado de dengue hemorrágica — que pode causar até a morte e tem sintomas mais fortes que a doença na forma clássica.

Segundo o Ministério da Saúde, nos casos mais graves, a morte é provocada pela síndrome do choque de dengue, que geralmente ocorre entre o 3 e 7 dia de doença, precedido por um ou mais sinais de alerta. É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida após terapia antichoque apropriada.

Os casos em Campinas são projetados, uma vez que desde o dia 14 de abril os pacientes com sintomas de dengue são diagnosticados automaticamente com a doença. O procedimento, recomendado pela Secretaria Estadual de Saúde, é adotado quando mais de 100 pessoas estão doentes a cada 100 mil habitantes.

Até o dia 28 de abril a cidade contabilizava 17.136 casos considerados como dengue. A primeira vítima fatal foi uma advogada de 69 anos que morava com a família no Jardim Proença. Ela morreu no dia 25 de março e a morte foi confirmada em abril, pela Prefeitura.

Segundo o secretário de Saúde, Carmino de Souza, os casos de alerta e graves podem ocorrer em qualquer faixa etária, mas pessoas mais frágeis têm maior risco de ter agravos com a dengue. Entre elas, idosos e crianças pequenas.

“Depende da fragilidade da saúde. Uma criança sem alimentação adequada ou um idoso com algum órgão que não esteja funcionando como antes têm maior tendência a ter um quadro grave da dengue”, disse.

A Secretaria de Saúde informou que os dados globais apontam para uma diminuição no ritmo de aumento dos casos notificados. O número divulgado é o acumulado desde janeiro deste ano — casos que ocorreram desde o primeiro mês podem ter sido registrados no sistema on-line meses depois, por exemplo.