Publicado 01 de Maio de 2014 - 12h41

Por Agência Estado

Imagem de Ney Matogrosso que integra o documentário 'A um Passo do Estrelato, a Olho Nu'

Divulgação

Imagem de Ney Matogrosso que integra o documentário 'A um Passo do Estrelato, a Olho Nu'

O In Edit Brasil - Festival Internacional do Documentário Musical chega nesta quinta-feira (1º) à sua sexta edição com uma seleção de fôlego. Do vencedor do Oscar de melhor documentário este ano, o 'A um Passo do Estrelato, a Olho Nu', que desvenda a persona de Ney Matogrosso, passando pelo homenageado da vez, o diretor holandês Frank Scheffer, o evento prova que os documentários sobre o universo musical nunca estiveram tão em alta.

 

A mostra acontece em vários espaços da Capital paulista, como o Museu da Imagem e do Som, o Cinesesc, Cine Olido, entre outros. Veja a programação completa, endereços e preços no site do festival: http://www.in-edit-brasil.com/main

Desta vez, são 60 filmes de diversos países, com 37 produções internacionais e 23 nacionais, além de shows e debates. O Brasil tem tanto assunto para tanto filme sobre música? “Claro! Depois dos Estados Unidos, somos o país que mais consome música autóctone do mundo. Música boa para filmar não falta. Prova disso são os tantos documentários musicais que estreiam todo ano nos cinemas”, comenta Marcelo ‘Aliche’ Andrade, diretor do In Edit Brasil.

Aliche, como é chamado, observa que a quantidade dos inscritos brasileiros teve uma leve queda. “Em geral, recebemos cerca de 100 filmes, entre curtas e longas.

Este ano, foram quase 80. Mas isso, por incrível que pareça, é sinal de que o setor vai bem. Explico: todos sabemos que fazer filme sobre música é profissão de fé. Filmamos porque amamos o assunto. Com a nova lei da TV paga, um bom número de produtores e diretores, que fazem seus documentários na raça, deu uma pequena pausa para tocar projetos na TV. E volta em breve com mais força ao gênero no cinema. Tem muita coisa boa vindo por aí”, informou o diretor. Em compensação, a qualidade melhorou. “Estamos mais maduros, sabendo contar boas histórias de forma cinematográfica. A competição nacional é prova disso. Esta é uma ótima safra”, completou.

Quando o assunto é filmar por paixão à música, o homenageado desta edição fala com propriedade. Frank Scheffer é do tipo que se dedica anos a um projeto e já registrou desde o efeito que Gustave Mahler tem sobre maestros que regem suas composições até a cinebiografia do guitarrista Frank Zappa. “É impossível filmar a música, mas, quem é apaixonado e decide filmá-la, tenta captar sua alma. Cinema e música são duas experiências do tempo. É por isso que fico tão feliz em ser homenageado em um festival que tem a música e o cinema como prioridade”, declarou Scheffer em conversa com o jornal O Estado de S.Paulo por telefone, direto de Amsterdã, onde vive. 

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