Publicado 01 de Maio de 2014 - 14h15

Por Das Agências

Feirão reúne construtoras, lojistas, imobiliárias e agentes da Caixa

Cedoc/RAC

Feirão reúne construtoras, lojistas, imobiliárias e agentes da Caixa

O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) elaborou uma cartilha com dicas para quem pretende comprar imóveis em feirões, como o que a Caixa Econômica Federal realiza desta sexta-feira (2) até 25 de maio em 13 cidades.  (CLIQUE AQUI E ACESSE A CARTILHA).

 

Em Campinas, o feirão será realizado de 23 a 25 deste mês,  no Parque Dom Pedro Shopping. Na Capital, o evento é desta sexta até domingo, dia 4.

Calendário do feirão da Caixa

 

A primeira dica é pesquisar o preço. É preciso avaliar outros imóveis à venda no mesmo prédio ou conjunto habitacional para saber o valor de mercado. Também vale pesquisar em imobiliárias e com corretores o preço médio do metro quadrado na região.

Outra orientação é pesquisar juros e fazer simulações em todos bancos para encontrar a melhor taxa. O Ibedec lembra que a taxa de juros varia conforme a renda, o valor do imóvel e o do financiamento. É importante também ter atenção com o Custo Efetivo Total (CET), percentual que mostra quanto o financiamento vai custar, incluindo todas as taxas administrativas e os tributos cobrados pelo banco.

 

“Nem sempre a menor taxa de juros é o melhor negócio. Para ajudar na pesquisa, a internet é uma grande ferramenta, pois todos os bancos tem simuladores online”, destaca o presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin, no guia com orientações para a compra da casa própria.

Segundo o Ibedec, quanto maior o prazo do contrato de financiamento, maior será o pagamento de juros. Ao financiar um imóvel em 30 anos, será pago 4,5 vezes o valor de mercado do imóvel, entre juros, capital e correção monetária. Ao financiar em 20 anos, será pago 3,5 vezes o valor de mercado. Por isso, é recomendável financiar pelo menor prazo, de acordo com a capacidade de pagamento.

Outra dica é evitar começar a pagar o financiamento meses depois do fechamento do contrato. Isso porque serão cobrados juros por esse período de carência.

O Idedec destaca ainda que não é possível a nenhum vendedor prometer a aprovação de financiamento, porque isso dependerá do preço do imóvel, da renda, do valor da entrada e da situação cadastral do cliente. Se o consumidor depender de financiamento para comprar o imóvel, a orientação é não assinar nenhum documento antes de verificar se o crédito está aprovado.

Caso o vendedor insista em fazer um “pedido de reserva de imóvel” ou peça para deixar um cheque caução, com a promessa de que se o financiamento não for aprovado o negócio será desfeito sem qualquer custo, é importante exigir esse compromisso por escrito.

O Ibedec orienta os consumidores a não comprar imóveis ocupados, principalmente se, ao visitar o local, for identificado que o ocupante não pretende sair. Segundo o Ibedec, o processo de retirada judicial é demorado e pode até não acontecer. Além disso, haverá custas judiciais e honorários de advogados caso seja preciso entrar na Justiça.

Também é importante fazer vistoria detalhada do imóvel antes de fechar o negócio. O instituto também orienta a guardar todos os panfletos, anúncios e textos feitos pelos vendedores, também para o caso de ter que provar algum fato na Justiça, posteriormente. E tudo que for objeto da negociação deve constar na proposta de compra, inclusive prazos, taxas de juros, metragem do imóvel e outras despesas.

Se o imóvel a ser comprado já estiver pronto, verifique se não há dívidas pendentes, como condomínio e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O instituto lembra ainda que há despesas extras ao comprar um imóvel: escritura e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos (ITBI). Esses custos podem chegar a 3% do valor de mercado atual do imóvel, segundo o Idebec.

O instituto também lembra que a contratação de despachante imobiliário não é obrigatória. O próprio comprador pode fazer todos os procedimentos burocráticos, o que toma tempo, mas a economia varia de R$ 500 a R$ 1 mil.

Caixa espera ofertar mais de 300 mil imóveis em feirão

A Caixa Econômica Federal inicia nesta sexta (2) a 10ª edição do Feirão da Casa Própria com a expectativa de ofertar mais de 300 mil imóveis. O evento, que acontece até o dia 25 de maio, passará por 13 cidades. Em São Paulo, o feirão se inicia amanhã e vai até o dia 4 de maio.

Está prevista em todo o evento a presença de 560 construtoras e 340 imobiliárias. Depois de São Paulo, o feirão ocorrerá entre os dias 16 e 18 em mais oito cidades: Brasília, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. O último fim de semana do evento será de 23 a 25 nas cidades de Campinas, Florianópolis, Porto Alegre e Uberlândia (MG).

Em São Paulo, serão oferecidos mais de 147 mil imóveis no feirão distribuídos pela capital, Grande São Paulo e Baixada Santista. Participarão 83 construtoras, 57 imobiliárias, além de corretores e parceiros institucionais. No ano passado, cerca de 53 mil pessoas visitaram o evento em São Paulo, onde foram fechados ou encaminhados mais de R$ 3,2 bilhões em negócios, correspondendo a 20.311 contratos.

Neste ano, a Caixa repetirá uma promoção oferecida em 2013. Os clientes que comprarem um imóvel no Feirão ou em alguma agência do banco durante o período do evento poderão optar por pagar a primeira parcela somente em janeiro de 2015. A condição vale para os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

O prazo para o financiamento imobiliário é de até 35 anos. As taxas de juros são de no mínimo 4,5% ao ano, variando de acordo com a renda do tomador e o valor financiado.

No ano passado, o Feirão da Casa Própria registrou R$ 14 bilhões em negócios. Segundo o banco estatal, o valor representa crescimento de 13,3% em relação ao verificado em 2012. Em torno de 407 mil pessoas passaram pelo evento na edição de 2013. Mais de 88.700 contratos foram fechados ou encaminhados, com um financiamento médio de cerca de R$ 160 mil.

Para este ano, a instituição espera que as concessões imobiliárias cresçam 14,2%, mais tímido que o avanço de 26,4% visto em 2013, quando as contratações ficaram em R$ 35 bilhões.

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