Publicado 02 de Maio de 2014 - 22h43

Por Vilma Gasques

Vista geral da cidade de Sumaré;  Prefeitura dá desconto para pagamento de dívidas

Cedoc/RAC

Vista geral da cidade de Sumaré; Prefeitura dá desconto para pagamento de dívidas

A epidemia de dengue registrada em Sumaré, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), com 583 casos da doença confirmados até a semana passada, com dois óbitos em decorrência da doença e mais de dois mil casos notificados e em investigação, levou a Prefeitura a reforçar as ações da equipe antidengue no município com uma ação paralela em que os moradores serão multados caso não ajudem na guerra contra o mosquito.

As multas municipais podem variar de 1,25 a 2 salários mínimos, conforme prevê a Lei Municipal 4.676, de 2008. A legislação faz parte do Código de Obras de Sumaré e determina que a população elimine do interior dos imóveis o material que acumula água e serve como criadouro para as larvas do Aedes aegypti. Um levantamento da Prefeitura aponta que a maioria dos focos do mosquito é encontrado no interior e quintais de casas, comércios e empresas em geral.

Além das ações para evitar os criadouros nos quintais, a ação da Secretaria de Serviços Públicos reforça que é essencial também que a população pare de jogar lixo, entulho e materiais diversos nas ruas, terrenos, áreas verdes e praças da cidade.

O apelo para a população foi feito pela prefeita de Sumaré, Cristina Carrara (PSDB), que disse que todo cidadão deve se conscientizar da necessidade de ajudar o Poder Público no combate à dengue. “Se as pessoas continuarem a jogar lixo e entulho nas ruas e terrenos e não cuidarem de seus quintais, não há ação pública que dê jeito. Por isso, faço

o apelo para que não joguem lixo na rua, nas praças e também olhem no próprio quintal”, afirmou.

A prefeita ainda afirmou que intensificou as ações de combate e conscientização nas escolas de Sumaré. Além disso, o trabalho de pulverização da cidade está sendo efetuado, assim como as ações de retiradas de entulhos das áreas verdes.

Multas

A Prefeitura de Sumaré decretou situação de emergência por causa da dengue há uma semana. De acordo com a assessoria de imprensa do Executivo, duas pessoas sofreram punição com o pagamento de multas, que foram aplicadas após um arrastão antidengue que vistoriou 13 mil imóveis de 52 bairros da região central da cidade.

O objetivo da Prefeitura é realizar o trabalho de vistorias nos bairros gradativamente e em todas as regiões da cidade. Além das multas, eventuais infratores descartando lixo, entulho ou qualquer material que não seja útil em local inadequado, como Áreas de Proteção Permanente (APPs), poderão ser levados ao plantão policial e responder por crime ambiental.

Além do setor de fiscalização da Secretaria de Obras, fiscais da Secretaria do Meio ambiente também podem atuar na fiscalização do descarte irregular de entulho e lotes abandonados, conforme prevê a legislação. As denúncias também podem ser feitas pelos telefones 153 (Guarda Civil Municipal) ou 0800 770 0770 (Ouvidoria Municipal).

Desde 1997

Os primeiros registros de dengue em Sumaré são de 1997. De lá para cá já foram registrados seis óbitos pela doença na cidade. O recorde histórico da epidemia foi em 2007, quando foram confirmados 3.846 casos positivos. No ano passado Sumaré registrou 2.428 casos de dengue.

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Vilma Gasques