Publicado 01 de Maio de 2014 - 22h34

Obra está parada desde a gestão do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos

Carlos Sousa Ramos/AAN

Obra está parada desde a gestão do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos

Um dos principais símbolos do grupo de obras inacabadas em Campinas, herdadas de governos anteriores, o Centro de Saúde (CS) São Bernardo agora é ponto de furtos de material de construção e potencial criadouro de dengue. Moradores do entorno reclamam que pessoas entram no terreno à noite para roubar tijolos e lajotas abandonadas. Além disso, o mato e sujeira que se acumulam no local atraem bichos peçonhentos e mosquitos.

O Correio esteve no local e constatou a degradação. O mato toma conta da área, que virou deposito de copos plásticos e lixo orgânico. Dentro do esqueleto inacabado do CS há rastros de sujeira de usuários de drogas que se abrigam na construção à noite. Os tijolos de concreto armazenados no terreno sofrem com intempéries. Com apenas uma porteira de madeira delimitando o espaço, vândalos e ladrões de material de construção têm fácil acesso ao local.

Uma moradora do condomínio em frente ao CS, que não quis se identificar, contou que ela e seus vizinhos temem que a construção tenha se tornado foco de dengue. “Aqui no prédio tem algumas pessoas com a doença. A gente toma conta dos espaços do condomínio. Acredito que o postinho, que está inacabado, tenha foco dos mosquitos (Aedes aegypti)”, disse. A moradora afirmou ainda que vândalos roubam tijolos armazenados no CS. “Eles vêm de carro à noite. E assustam os moradores”, completou. Para a dona de casa Maria Aparecida Davoli, de 45 anos, se fosse terminado, o postinho poderia poupar o tempo de ida a outros Centros de Saúde. “Seria mais fácil atravessar a rua e receber atendimento”.

O investimento estimado para concluir o CS é de R$ 1,5 milhão. A Secretaria de Saúde informou, em janeiro, que a infraestrutura existente no local está passando por uma análise, para saber se houve danos ao prédio devido ao abandono. A Secretaria de Infraestrutura deve emitir um parecer se a construção pode ser aproveitada. Mas a Pasta informou está semana que ainda não há prazo para que isso ocorra. Caso possa ser utilizada, a obra será iniciada ainda este ano, do contrário, será necessário abrir um novo processo licitatório.

A Secretaria de Saúde informou ainda que será feita uma limpeza no local, a partir da próxima segunda-feira. A Vigilância Sanitária da região Sul checará ainda se o terreno tem criadouros do mosquito da dengue.