Publicado 01 de Maio de 2014 - 18h11

Por Bruno Bacchetti

A passeata transcorreu em clima pacífico em Campinas

Carlos Sousa Ramos

A passeata transcorreu em clima pacífico em Campinas

A tradicional missa na Catedral Metropolitana seguida de uma passeata de entidades sindicais e partidos de esquerda pelas ruas do Centro abriram as atividades comemorativas ao Dia do Trabalho, em Campinas.

De acordo com estimativa da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), cerca de 300 pessoas participaram do ato contra a precarização das condições de trabalho.

A Copa do Mundo e a crise da Petrobras também foram alvo de criticas no discurso dos dirigentes sindicais ao longo da passeata. 

Os participantes do ato pela manhã se concentraram no Largo do Pará por volta das 8h. Pouco depois das 10h, seguiram em passeata pelas ruas Barão de Jaguara, Bernardino de Campos e Francisco Glicério, até chegar ao Largo da Catedral, onde os dirigentes sindicais discursaram em cima de um carro de som.

A passeata transcorreu em clima pacífico. O único princípio de confusão ocorreu quando um microônibus tentou atravessar a avenida Moraes Sales e furar a passeata, mas os participantes do ato entraram na frente do veículo e impediram a passagem.

"Esse evento é importante para criar um caráter de identidade da classe trabalhadora, que se perdeu nos últimos anos com a ascensão do poder aquisitivo. Entre as nossas principais bandeiras estão redução da jornada sem redução salarial, fim do fator previdenciário e valorização dos aposentados", afirmou o coordenador da subsede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Campinas, Carlos Fábio.

Para Amilton Mendes, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Campinas e Região, o 1º de Maio é uma data para reflexão dos trabalhadores e luta por melhores condições de trabalho.

"Os trabalhadores têm que se conscientizar do que está acontecendo. Queremos construir uma sociedade onde os trabalhadores sejam respeitados", destacou Mendes.

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Bruno Bacchetti