Publicado 03 de Maio de 2014 - 5h00

Água

Renê Sant'Anna

Aposentado, Campinas

Há mais de 15 anos, técnicos do serviço de água de Curitiba transformaram Água salgada do mar em água doce. Porém, na época, não compensou, pois foi muito gasto para pouca água doce. Hoje, com tecnologia moderna, técnicos com ideias novas e a crise desse precioso líquido, tenho certeza e confiança neles, pois, com Deus iluminando suas mentes, farão essa transformação com certeza. Esse líquido salgado será multiplicado em doce hoje, como foi o pão e o peixe ontem.

Papudão

 

João Batista Castelnovo

Consultor adm.-financeiro, Campinas

Em conexão com os artigos do grande colunista Zeza Amaral, principalmente o de 23/4, as notícias sobre os constantes escândalos que vem de Brasília e os astronômicos gastos com os estádios para a Copa do Mundo: será que os recursos financeiros dispendidos (...) não teriam melhor proveito se fosse construído um grande muro, sem saída, no plano piloto de Brasília, que passaria a se chamar Papudão?

Beija-mão

 

Wilma Silva Hambruck

Prof. Aposentada, Campinas

Quero, através deste espaço tão gentilmente cedido pelo Correio Popular, externar meus cumprimentos ao papa Francisco pela atitude coerente, não aceitando o beija-mão dos políticos brasileiros. Estaremos logo em época de eleição e eles, por certo, às custas de nosso dinheiro, foram passear lá, com a desculpa de assistir a canonização do Padre José de Anchieta. Se eles fossem participantes ativos nas paróquias e seguissem o Evangelho, por certo não fariam as burradas que andam fazendo, só pensando em si mesmos, não se preocupando com os mais humildes. Se o papa aceitasse o beija-mão, com certeza iriam hostentar a façanha deles. Agora, mais ainda sou fã incondicional do Santo Padre. Que Deus o ilumine em sua árdua caminhada.

Pichação

 

Sergio Amaury Rocha

Economista, Campinas

O editorial do Correio levantou uma questão interessante sobre a inércia da Justiça brasileira, permissiva, fraca, que permite tantas afrontas ao Estado brasileiro. Hoje, sabedores que nada acontecerá ao criminoso, as vítimas fazem justiça com as próprias mãos. Não foi só o casal da praia que foi castigado pela pichação (...), em São Bernardo do Campo, a PM pegou dois rapazes pichando e os pintou com o próprio spray. No Sul, uma menina foi obrigada a limpar o que tinha pichado e os que lhe impuseram o castigo foram duramente criticados. (…) Uma vergonha para Campinas, pois picharam até os prédios da ferroviária e da Lidgerwood, prédios antigos, o que demonstra total falta de respeito pela história. (...)

Castro Mendes

 

Carlos Serafim Martinez

Médico, psicanalista, Campinas

Tive o grande e raro prazer de ver uma dança contemporânea, “The Seasons”, no Castro Mendes (...). Aplaudidíssimo. E me dei conta de como temos um teatro interessante, tão à altura do espetáculo. Aproveitemos pois, sempre que nos for possível, enquanto alguma sequência continuada de alguma vulgaridade política não devolver o teatro aos escombros de onde tanto demorou para ser retirado.

Copa

 

Neyde Nogueira Lucarelli

Bibliotecária, Campinas

Seguindo a carta de João Hambruck Filho (19/4): o ex-presidente Lula lutou para que a Copa fosse sediada no Brasil, todavia, “esqueceu” esse que o povo precisava (precisa) de hospitais, escolas em geral, creches, segurança, transportes etc., e não de estádios monumentais (...). Já não bastassem o mensalão e a Petrobras, agora Pasadena, que segundo um procurador do Texas, tem seus equipamentos sucatados e é a pior refinaria do mundo. Não obstante, a nossa presidente da Petrobras, Graça Foster, declarou na TV: “Pior não, péssimo negócio. Negócio sem volta...”. Nossos políticos levaram quanto nessa “negociata”? (…) Na minha próxima reencarnação, se a minha honestidade permitir, escolherei eu ser política.

Acidentes

 

Amaury Frattini

Professor e advogado, Campinas

Não me conformo com o número de mortes e invalidez de jovens, ocasionadas por acidentes de veículos. É, na verdade, uma grande falta de preparo de nossos jovens, amparados por leis imbecis que lhes garantem “proteção” até a maioridade. Assim, de um dia para outro, pegam em suas mãos o automóvel, que mal utilizado é uma máquina perigosa e mortal. São carros que batem em postes, outros sobem nas calçadas, alguns até achando que são imbatíveis nos seus idiotas rachas. Todos eles fazendo numerosas vítimas de uma juventude que não subiu gradativamente os degraus da responsabilidade.

Dengue

 

Osvaldo Mantovani Caldeira

Coord. de créd. e cob., Hortolândia

Ultimamente, estou lendo no jornal e vendo muito o povo falar sobre a situação em que se encontra Campinas e região. Em se tratando da dengue, muita gente fala sobre as autoridades, sobre a má administração dos gestores públicos, e que ninguém faz nada pra diminuir esse quadro. Na minha humilde opinião, os gestores públicos têm sim culpa do que está acontecendo, pois não colocam pessoas pra multar uma cambada (...) que sempre joga a culpa nos outros, mas se olhar à sua volta, verá que ele também é o principal culpado disso tudo. O que adianta a Prefeitura vir e limpar os terrenos baldios, onde humanos jogam tanto lixo? (...) O que adianta a Prefeitura limpar os bueiros todos os dias se o povo não tem a capacidade de jogar seu lixo dentro das lixeiras (acho que e pra isso que serve elas)? (...)

Monarquia

 

Carlos Aberto Marchi de Queiroz

Prof. de Direito, Campinas

A entrevista concedida ao Correio Popular, A10, 27/4, pelo príncipe d. Bertrand de Orleans e Bragança mostra que o hipotético herdeiro ao trono brasileiro não conhece a fundo os problemas nacionais. Ainda que contrário às ideias políticas da presidente do Brasil, Sua Alteza, ao considerar as questões agrárias, indígenas, quilombolas e o trabalho escravo como artificiais, demonstra viver em uma torre de marfim. Ao definir o trabalho escravo como aquele em que uma pessoa, moradora de uma senzala, “tem uma bola (sic) acorrentada ao pé e que isso não existe no Brasil”, o príncipe, diplomado pela Faculdade de Direito da USP, demonstra desconhecer o Código Penal de seu próprio País. Ao refutar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, põe em dúvida seu fervoroso catolicismo. O povo brasileiro já decidiu a questão monárquica em histórico plebiscito. A família real brasileira não passa de uma simples curiosidade midiática.