Publicado 03 de Maio de 2014 - 5h00

Sinésio Müzel de Moura, professor, Campinas

Cedoc

Sinésio Müzel de Moura, professor, Campinas

Os cartazes que traziam a saudação aos negros e contra o racismo, em 2007/8, tiveram que ser arrancados em Campinas porque não ficava bem divulgar que existiam tantos negros na cidade. Foi o que me relatou uma das lideranças do movimento, que foi constrangido pela primeira-dama na época. A poderosa governava e comandava Campinas ao lado do prefeito, que agora, por pura demagogia, e com gesto de oportunismo, aparece na mídia comendo bananas. O jogador Daniel Alves conseguiu trazer o racismo para o centro de um debate sério. Já o prefeito cassado e a primeira-dama deixaram rastros do caos, com as suspeitas de roubos e outros desvios em Campinas. Não têm moral e ética para um debate sério.