Publicado 30 de Abril de 2014 - 5h30

A greve dos funcionários do Hospital Ouro Verde durou apenas 24 horas. Em assembleia realizada na manhã de ontem, os funcionários do Complexo Hospitalar decidiram encerrar o movimento. A paralisação começou na segunda-feira e forçou o adiamento de 32 cirurgias e 28 exames pré-agendados (15 endoscopias e 13 tomografias), que começaram a ser reagendados ontem. Cerca de 90 funcionários, incluindo os que atuavam no atendimento de urgência da unidade, cruzaram os braços. Os médicos não aderiram ao movimento.

O fim da greve foi decidido depois que a associação Paulista para Desenvolvimento de Medicina (SPDM), empresa que dirige o hospital, acatou todas as reivindicações dos grevistas, compostos por enfermeiros e pessoal administrativo.

A SPDM se comprometeu a contratar mais 64 trabalhadores imediatamente e outros 110 nos próximos 30 dias. O compromisso foi feito em audiência de conciliação realizada na tarde de segunda-feira no Ministério Público do Trabalho (MPT). A associação admitiu o déficit dos 174 funcionários, reivindicado pela categoria. Também se comprometeu a disponibilizar dois seguranças para o pronto-socorro.

O movimento foi bastante criticado pelos pacientes que procuraram atendimento no Ouro Verde na última segunda-feira. A principal alegação era de que a cidade vive um momento crítico, com a maior epidemia de dengue da história — com mais de 17 mil casos — por isso, não é momento para greve.

Celso Pierro

O Pronto-Socorro Adulto do Sistema Único de Saúde (SUS) do Hospital e Maternidade Celso Pierro, em Campinas, continua superlotado. Ontem, 48 pessoas estavam internadas na ala, que tem capacidade para 20 pacientes. O atendimento de urgência e emergência também está sobrecarregado, com espera que pode chegar a 12 horas. A situação ficou ainda mais delicada na segunda-feira, com a greve no Ouro Verde. Por causa disso, a direção do hospital mantém o apelo feito no início do mês, para que as pessoas procurem atendimento alternativo de urgência e emergência e que novas admissões no PS implicarão em risco para a segurança assistencial. (Da Agência Anhanguera)