Publicado 30 de Abril de 2014 - 5h30

A Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), que acolhe denúncias de violência contra a mulher em todo Brasil, recebeu uma média de 10,5 ligações por dia de casos que ocorreram em Campinas no ano passado. Ao todo, foram 3.840 mil chamadas com pedido de socorro no período de janeiro a dezembro de 2013. No ranking estadual a cidade ficou na 34 posição, com taxa de registro por grupo de 100 mil mulheres de 685,97.

O levantamento leva em conta telefonemas reais. Foram descartados trotes e informações falsas. Pelo serviço, as vítimas são orientadas a como recorrer à polícia em caso de violência. O Estado de São Paulo ocupou a 16 posição na classificação nacional de acesso ao Disque 180.

O levantamento foi feito pela Secretaria de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), do governo federal. Ele apontou também quais são os tipos de violência mais frequentes denunciados pelas ligações. A violência física lidera com a maioria absoluta (55%). A violência psicológica foi denunciada por 29% das mulheres que ligaram pedindo ajuda. E, a moral, teve 10% das ligações. Ainda segundo os dados, 83% dos telefonemas indicam que a vítima tinha uma relação afetiva com o agressor, que é uma pessoa próxima. Já 10% têm envolvimento familiar (pai, irmão, cunhado, entre outros) com o agressor.

Desde o ano passado o Disque 180 deixou de ser um serviço de orientação e encaminhamento de mulheres vítimas da violência e passou a atuar como um “disque-denúncia”, tendo conexão com a Polícia Militar e o Samu. No ano passado, segundo a Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas, 2.242 mulheres sofreram agressões e 183 foram vítimas de estupro. (Luciana Félix/AAN)